Zé Galado
Uma servidora da Câmara de Natal tem chamado atenção por onde passa. Sempre muito bonita, elegante e bem-arrumada, ela não tem passado despercebida pelos corredores, despertando olhares curiosos entre vereadores e colegas de trabalho.
Mas, pelo visto, o assunto já ultrapassou as paredes do Legislativo. Dizem que tem esposa de olho aberto e ciúme batendo à porta! Zé Galado soube que, diante de tanta movimentação, já tem gente com a barba de molho e antena ligada. Afinal, em política, até os corredores têm suas histórias… e tem beleza que acaba virando assunto sem precisar subir à tribuna!
A eleição não acabou
Allyson Bezerra ou Cadu de Lula? As pesquisas mais recentes apontam que a diferença está exatamente na margem de erro, e que o eleitor indeciso é quem vai decidir. Para quem já está cantando vitória, Zé Galado recomenda um chá de camomila e um pouco de juízo. Eleição só acaba quando termina a apuração. Até lá, salto alto pode virar um baita tropeço. E o eleitor, como se sabe, não costuma pedir licença para surpreender.
Emoção até a última urna
Zé Galado recebeu o telefonema de uma pessoa bastante influente no universo político potiguar. O interlocutor foi direto: a disputa pelo Governo do RN caminha para uma das apurações mais emocionantes da história eleitoral do estado. Se a previsão vai se confirmar, só o domingo dirá. Mas o recado serve para os dois lados: não convém abrir o champanhe antes da hora, muito menos encomendar o caixão político do adversário. No Rio Grande do Norte, até a última urna, a política ainda pode aprontar das suas.
Pesquisa é que nem opinião: cada um tem a sua
Duas pesquisas, dois líderes e um eleitor potiguar tentando descobrir em quem acreditar. Na disputa pelo Governo do RN, a Mensury coloca Cadu de Lula na frente, com 51,51% dos votos válidos, enquanto a Qualittá aponta Allyson Bezerra na liderança, com 54,9%. Pelo visto, até as pesquisas entraram na disputa e cada uma resolveu vestir a camisa de um candidato.
Zé Galado achou curioso: os dois levantamentos foram realizados praticamente no mesmo período, mas chegaram a conclusões bem diferentes. Agora, uma coisa é certa: se depender dos números, os marqueteiros dos dois lados vão passar a semana com um sorriso no rosto e uma calculadora na mão.
No fim das contas, pesquisa é retrato de um momento, não certidão de vitória. Mas, nessa eleição, tem candidato que olha para os números como quem olha para o espelho: só gosta quando a imagem agrada.
Empate na calculadora
A disputa entre Cadu de Lula e Allyson Bezerra está tão acirrada que as pesquisas parecem ter entrado numa queda de braço. A Mensury dá vantagem a Cadu; a Qualittá coloca Allyson na frente. E agora, José? Ou melhor, agora, eleitor?
Zé Galado recomenda cautela antes que algum comitê comemore a vitória antes da hora. Afinal, uma pesquisa favorável é sempre recebida como prova de força pelo candidato que aparece na frente. Quando o resultado vem do outro lado, aí começam as perguntas sobre metodologia, margem de erro e até a posição dos planetas.
O detalhe é que os dois levantamentos têm diferenças de amostragem, período de coleta e margem de erro. Portanto, antes de transformar números em discurso de vitória, é bom lembrar que urna não aceita pesquisa como comprovante de votação.
Zé Galado segue de olho. Porque, nessa reta final, tem candidato contando voto, aliado contando vantagem e eleitor tentando descobrir quem está contando a história mais bonita.
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