Política
Publicado em 05/02/2026, às 07h52 Malu Machado
A Assembleia Legislativa do Rio Grande do Norte iniciou os trabalhos da 63ª legislatura, enfrentando desafios como a crise hídrica e a saúde pública, enquanto se prepara para as eleições de 2026.
A deputada Eudiane Macedo prioriza a conclusão das obras de mobilidade urbana na Zona Norte de Natal, enquanto o líder do Governo, Francisco do PT, destaca a urgência de ações para apoiar os agricultores devido à previsão de chuvas abaixo da média.
Um dos principais pontos de tensão é o veto da governadora Fátima Bezerra ao Projeto de Lei que prevê repasses automáticos de impostos aos municípios, com a oposição planejando uma articulação para derrubar o veto.
A Assembleia Legislativa do Rio Grande do Norte (ALRN) iniciou nesta terça-feira (3) os trabalhos da 63ª legislatura com um cenário desafiador: equilibrar a agenda de reformas estruturais com as articulações para as eleições de 2026. Entre os temas que devem dominar as sessões estão a crise hídrica, a saúde pública e a queda de braço entre o Governo e os municípios.
A deputada Eudiane Macedo (PV) destacou que a mobilidade urbana, especialmente na Zona Norte de Natal, será sua prioridade. Ela cobrou a conclusão das obras do Pró-Transporte, projeto que se arrasta há quase duas décadas.
Como moradora da zona Norte, espero, desde 2007, que essa obra seja concluída com sucesso. Quem transita pela Moema Tinoco sabe as dificuldades que tem todos os dias”, pontuou.
Já o líder do Governo, Francisco do PT, alertou para a urgência das pautas climáticas. Com previsões de chuvas abaixo da média, o foco será o socorro ao homem do campo.
“Na semana que vem a governadora Fátima Bezerra vai se reunir com um comitê de gestão para buscar alternativa. Poderemos ter as soluções para acudir e socorrer os nossos agricultores”, afirmou.
Na oposição, o Coronel Azevedo (PL) enfatizou que a fiscalização dos serviços públicos será o pilar do seu mandato neste primeiro semestre, citando a morosidade em exames e o fornecimento de insumos.
"Meu mandato está muito voltado para os serviços públicos. Tenho fiscalizado e cobrado não só pautas da segurança pública, mas também da saúde e da educação”, destacou.
Um dos pontos de maior tensão será o Projeto de Lei nº 632/2025, que prevê o repasse automático de impostos (IPVA e ICMS) aos municípios. A proposta foi vetada integralmente pela governadora Fátima Bezerra, sob a justificativa de que o modelo engessa o fluxo financeiro do Estado.
O deputado Tomba Farias (PL), líder da oposição, indicou que haverá uma articulação forte para derrubar o veto.
Acho que a prioridade é manter a calma e esquecer um pouco a política. As pessoas estão legislando muito em causa própria, mas acho que deveríamos legislar olhando para o Estado”, criticou.
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