Política

TSE nega interferência externa nas eleições, mas PF investiga financiamento dos EUA após alerta da AGU

Foto: Antonio Augusto/Secom/TSR
Autoridades brasileiras apresentam visões opostas sobre a interferência externa nas eleições de 2026, com TSE descartando ameaças.  |   BNews RN - Divulgação Foto: Antonio Augusto/Secom/TSR
Ranyere Fonseca

por Ranyere Fonseca

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Publicado em 04/10/2026, às 15h43



O possível envolvimento de atores internacionais nas Eleições 2026 gerou declarações divergentes entre as autoridades neste domingo (4). Enquanto o presidente do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), ministro Kassio Nunes Marques, descartou qualquer indício concreto de interferência externa no pleito, o diretor-geral da Polícia Federal (PF), Andrei Rodrigues, confirmou a abertura de uma apuração preliminar sobre o tema.

Veja também: PF abre investigação sobre possível interferência dos EUA nas eleições brasileiras

O posicionamento do TSE e o balanço do pleito

Durante a apresentação do balanço parcial das eleições, Kassio Nunes Marques destacou o transcurso normal da votação em todo o país.

  • Nenhuma ameaça confirmada: o ministro afirmou que as equipes de monitoramento e órgãos como Abin e PF não repassaram relatórios apontando qualquer risco de interferência internacional;

  • Andamento das urnas: até o início da tarde, apenas 1.121 urnas (0,2% do total) precisaram ser substituídas. Mais de 3 milhões de justificativas foram registradas pelo sistema;

  • Crimes eleitorais no país: o TSE contabilizou a apreensão de R$ 380 mil em espécie e a condução de 59 pessoas às delegacias por suspeita de infrações eleitorais (25 em flagrante).

A investigação da PF e o alerta sobre os Estados Unidos

Na contramão da normalidade descrita pelo TSE, a Polícia Federal acatou uma representação da Advocacia-Geral da União (AGU) e encaminhou o caso para sua Diretoria de Inteligência.

Eleições 2026, ao vivo! Apuração em tempo real; confira

  • O estopim: a apuração preliminar foi motivada por uma reportagem do jornal britânico The Guardian, que revelou a existência de um fundo de US$ 175 milhões do Departamento de Estado dos EUA. Parte desse valor seria destinada a grupos que acusam o STF de censura;

  • Preocupação do Planalto: o presidente Luiz Inácio Lula da Silva já havia manifestado publicamente preocupação com uma possível interferência norte-americana, citando a proximidade do secretário de Estado dos EUA, Marco Rubio, com a direita brasileira, embora tenha ressaltado que, por enquanto, trata-se apenas de "suspeita";

  • Segurança nas embaixadas: alinhado ao TSE, o diretor da PF, Andrei Rodrigues, descartou a existência de ameaças terroristas reais contra as embaixadas dos EUA e da Austrália em Brasília, que chegaram a suspender serviços consulares nos últimos dias.

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