Política

Trump surpreende e declara apoio a governo palestino de transição em Gaza

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O presidente dos EUA, Donald Trump, defende a criação de um governo palestino para a Faixa de Gaza durante um frágil cessar-fogo  |   BNews RN - Divulgação Reprodução/Imagem ilustrativa gerada por IA
Giovana Gurgel

por Giovana Gurgel

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Publicado em 16/01/2026, às 13h37



O presidente dos Estados Unidos (EUA), Donald Trump, afirmou que apoia a criação de um governo palestino de transição para administrar a Faixa de Gaza, onde está em curso a segunda fase de um cessar-fogo iniciado em outubro, considerado ainda frágil.

Segundo Trump, o apoio norte-americano é direcionado ao chamado Governo Tecnocrático Palestino, formalmente denominado Comitê Nacional para a Administração de Gaza, que deverá conduzir o território durante um período de transição política e administrativa.

A declaração foi feita por meio das redes sociais, nas quais o presidente afirmou que o órgão conta com respaldo internacional e terá papel central na reorganização da governança local após meses de conflito.

Cessar-fogo sob tensão e conselho internacional

O plano de cessar-fogo foi aprovado em outubro por Israel e pelo grupo militante palestino Hamas, e prevê que o governo tecnocrático atue sob supervisão de um Conselho de Paz internacional, responsável por acompanhar a transição em Gaza.

Em outra publicação, Trump informou que esse Conselho de Paz já foi constituído e que ele próprio ocupará a presidência do colegiado, com a divulgação dos demais integrantes prevista para os próximos dias.

Apesar da trégua, Israel e Hamas seguem trocando acusações de violações do acordo. Desde o início do cessar-fogo, mais de 440 palestinos, entre eles mais de 100 crianças, além de três soldados israelenses, morreram em episódios de violência.

Desafios da transição em Gaza

O cessar-fogo também enfrenta impasses como a não recuperação dos restos mortais de um último refém israelense, atrasos na reabertura da fronteira entre Gaza e o Egito e a recusa do Hamas em se desarmar até o momento.

Washington e os países mediadores terão de lidar, na segunda fase do acordo, com temas sensíveis como o desarmamento do Hamas, a retirada gradual das tropas israelenses e o eventual envio de uma força internacional de paz.

De acordo com mediadores do Egito, Catar e Turquia, o órgão tecnocrático palestino será composto por 15 membros e será liderado por Ali Shaath, ex-vice-ministro da Autoridade Palestina (AP), conhecido por atuar no desenvolvimento de zonas industriais.

Trump afirmou que os líderes escolhidos estão comprometidos com um futuro de paz, embora especialistas vejam a estrutura proposta como semelhante a um modelo de administração colonial.

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