Política
Publicado em 03/01/2026, às 14h07 Mayane Lins
Donald Trump divulgou uma imagem de Nicolás Maduro em território dos EUA, após uma operação militar bem-sucedida na Venezuela, que marca um novo envolvimento dos Estados Unidos com a indústria petrolífera do país sul-americano.
Trump afirmou que a China continuará a receber petróleo da Venezuela e mencionou a possibilidade de apoio a líderes opositores, como María Corina Machado, enquanto ainda avalia os próximos passos políticos na região.
O presidente dos EUA revelou ter assistido à captura de Maduro ao vivo e explicou que a operação foi adiada devido a condições climáticas, além de ter rejeitado uma proposta de negociação de saída pacífica feita por Maduro uma semana antes da ação.
O presidente Donald Trump publicou neste sábado (3), em sua rede social Truth Social, uma imagem que mostra o presidente venezuelano Nicolás Maduro em território norte-americano. Na imagem divulgada por Trump, Maduro aparece usando óculos escuros e fones de ouvido, enquanto segura uma garrafa de água.
A imagem classificada como histórica registra uma operação militar de sucesso conduzida pelos Estados Unidos na Venezuela. A ação teve início durante a madrugada deste sábado.
Em entrevista à Fox News, Trump declarou que os Estados Unidos passarão a ter um envolvimento “forte” com a indústria petrolífera venezuelana. O presidente, no entanto, não detalhou como essa participação ocorrerá. Segundo ele, a China continuará recebendo petróleo proveniente da Venezuela.
Ao ser questionado sobre o futuro político do país e se a líder opositora María Corina Machado poderia assumir o poder com apoio norte-americano, Trump afirmou que ainda está avaliando os próximos passos. “Ainda estou decidindo sobre o futuro da Venezuela”, disse. Ele também mencionou a vice-presidente venezuelana Delcy Rodríguez como uma das possibilidades no cenário político.
Trump diz ter assistido à captura de Maduro ao vivo
Durante a entrevista, Trump afirmou ainda que acompanhou, em tempo real, a captura de Nicolás Maduro, por meio de uma transmissão feita pelos agentes envolvidos na operação em Caracas. “Foi como assistir a um programa de televisão”, declarou.
O presidente norte-americano revelou que a ofensiva contra a Venezuela estava inicialmente prevista para ocorrer quatro dias antes, mas acabou sendo adiada por causa de condições climáticas desfavoráveis.
Trump acrescentou que chegou a conversar com Maduro cerca de uma semana antes da operação. Segundo ele, o presidente venezuelano teria tentado negociar uma saída pacífica do poder, proposta que foi rejeitada. “Eles quiseram negociar no final, mas eu não quis”, afirmou.
Informações do G1
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