Política
Publicado em 30/03/2026, às 11h07 Malu Machado
O senador Styvenson Valentim gerou polêmica ao criticar coronéis da Polícia Militar, afirmando que eles 'não fazem nada' e recebem 'dinheiro fácil', o que provocou uma forte reação negativa entre as forças de segurança do estado.
A Associação dos Oficiais Militares do RN expressou sua insatisfação em nota, defendendo a complexidade do trabalho dos oficiais e criticando a postura de Valentim, que é um ex-policial militar e conhecido por sua abordagem rigorosa na segurança pública.
Valentim, que se destacou como 'Capitão da Lei Seca' e foi eleito senador sem apoio de fundo partidário, continua a criticar a gestão da segurança pública, o que tem gerado tensões com a própria instituição que o formou e levantado preocupações sobre a proteção social dos militares estaduais.
O Senador Styvenson Valentim (Podemos) causou polêmica ao afirmar, durante discurso realizado neste domingo (29) no município de Parelhas, que coronéis da Polícia Militar “não fazem nada” e recebem “dinheiro fácil”.
As declarações geraram repercussão imediata e negativa entre integrantes das forças de segurança estaduais. Após a fala, a Associação dos Oficiais Militares do RN (ASSOER) divulgou uma nota interna direcionada à categoria, manifestando profunda insatisfação e defendendo a dedicação e a complexidade do trabalho desempenhado pelos oficiais superiores.
Veja o discurso do Senador:
A fala ácida de Styvenson Valentim carrega um peso por sua própria origem: ele é Policial Militar de carreira. Conhecido pelo rigor e pela disciplina, Styvenson ganhou notoriedade estadual e nacional como Capitão da PM, à frente da Operação Lei Seca no Rio Grande do Norte.
Sua trajetória profissional foi marcada pela aplicação rígida da lei, o que lhe rendeu altos índices de popularidade e o apelido de "Capitão da Lei Seca". Foi justamente esse perfil "linha dura" e o reconhecimento dentro da farda que o levaram para a política em 2018, quando foi eleito o senador mais votado do estado, mesmo sem utilizar fundo partidário ou fazer campanha tradicional.
Mesmo ocupando uma cadeira no Senado Federal, Styvenson nunca abandonou a identidade militar, mas frequentemente entra em rota de colisão com a própria instituição que o formou, criticando o que ele chama de "privilégios" e "falta de eficiência" na gestão da segurança pública.
Leia nota divulgada pela ASSOER:
"“Caras e caros oficiais,
Esse senador representa o pior nível de oficiais que já tivemos em nossa instituição na contemporaneidade.
Limitado intelectualmente, desagregador, inadimplente com obrigações acadêmicas quando cadete, causou constrangimento em ambiente familiar como a festa dos 100 dias da turma dele. Enfim, sempre foi um oficial de baixo nível. Não seria agora que mudaria.
Sua atuação no senado está pondo em risco o sistema de proteção social dos militares estaduais. Tudo isso em busca de se manter no mandato de senador. Certamente, ele está querendo engajamento nas redes sociais com uma reação nossa.
Vamos deixar esse senhor seguir o caminho dele, afinal, como diz o ditado: uma pessoa pode enganar muitas pessoas por muito tempo, mas não conseguirá enganar todas as pessoas por todo tempo.
Assofme.“
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