Política

STF marca julgamento que pode tornar Silas Malafaia réu após falas contra generais; entenda

Paulo Pinto/Agência Brasil
O Supremo Tribunal Federal analisará a denúncia contra o pastor Silas Malafaia por injúria, calúnia e difamação em sessão presencial  |   BNews RN - Divulgação Paulo Pinto/Agência Brasil
Jussier Lucas

por Jussier Lucas

[email protected]

Publicado em 17/04/2026, às 20h02



O Supremo Tribunal Federal incluiu na pauta do dia 28 de abril o julgamento da denúncia apresentada pela Procuradoria-Geral da República contra o pastor Silas Malafaia. Ele é acusado de injúria, calúnia e difamação por declarações feitas sobre generais do Exército durante uma manifestação em São Paulo.

O caso será analisado pela Primeira Turma da Corte em sessão presencial, após o ministro Cristiano Zanin pedir destaque e retirar o processo do plenário virtual. Com isso, o julgamento será reiniciado, permitindo debate direto entre os ministros.

A denúncia foi apresentada em dezembro do ano passado e tem como base falas feitas por Malafaia em abril, durante ato na Avenida Paulista. Na ocasião, o pastor criticou integrantes do Alto Comando do Exército com termos considerados ofensivos.

Leia também: 

Julgamento pode definir abertura de ação penal

Relator do caso, o ministro Alexandre de Moraes já havia votado, no plenário virtual, pelo recebimento da denúncia. No entanto, o pedido de destaque anulou a análise anterior e reiniciou a contagem dos votos.

No julgamento previsto para o dia 28, os ministros irão decidir apenas se há elementos suficientes para abertura de uma ação penal. Caso a maioria aceite a denúncia, Silas Malafaia passará à condição de réu no processo.

Segundo a PGR, as declarações configuram crimes contra a honra, agravados pelo fato de terem sido direcionadas a autoridades públicas e amplamente divulgadas nas redes sociais. A acusação teve origem em representação do comandante do Exército, Tomás Paiva.

A defesa do pastor pede a rejeição da denúncia ou o envio do caso à primeira instância. Os advogados argumentam que as falas foram genéricas, sem citação nominal de autoridades, e estariam protegidas pelo direito à liberdade de expressão.

Malafaia, por sua vez, já classificou o processo como perseguição política e criticou a atuação da PGR no caso.

Classificação Indicativa: Livre

Facebook Twitter WhatsApp


Whatsapp floating

Receba as notificações pelo Whatsapp

Quero me cadastrar Close whatsapp floating