Política

STF mantém prisões de pai e primo de Daniel Vorcaro em investigação sobre o Banco Master

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A Segunda Turma do STF decidiu por maioria manter as prisões de Henrique e Felipe Vorcaro, investigados por fraudes financeiras  |   BNews RN - Divulgação Reprodução/Linkedin
Jussier Lucas

por Jussier Lucas

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Publicado em 16/06/2026, às 18h22



A Segunda Turma do Supremo Tribunal Federal (STF) decidiu nesta terça-feira (16) manter as prisões de Henrique Vorcaro, pai do banqueiro Daniel Vorcaro, e de Felipe Vorcaro, primo do empresário. A decisão foi tomada por maioria de votos durante julgamento que analisou as medidas cautelares impostas no âmbito das investigações relacionadas ao Banco Master.

Os ministros analisaram a decisão individual do relator do caso, André Mendonça, que havia determinado a prisão dos dois investigados. A medida foi referendada por três dos quatro ministros que participaram do julgamento.

Segundo as investigações, Henrique e Felipe Vorcaro teriam atuado para auxiliar na ocultação de recursos supostamente ligados a um esquema de fraudes no sistema financeiro. As apurações fazem parte da Operação Compliance Zero, conduzida pela Polícia Federal.

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Julgamento teve maioria pela manutenção das prisões

Além do relator André Mendonça, os ministros Luiz Fux e Nunes Marques votaram pela manutenção das prisões. O ministro Gilmar Mendes ficou vencido e defendeu a substituição da prisão preventiva de Henrique Vorcaro por prisão domiciliar.

O ministro Dias Toffoli não participou do julgamento após se declarar impedido. O magistrado informou anteriormente ser sócio do Resort Tayayá, empreendimento adquirido por um fundo de investimento controlado pelo Banco Master.

Henrique e Felipe Vorcaro foram presos em 14 de maio, durante a sexta fase da Operação Compliance Zero. A investigação apura suspeitas de fraudes financeiras envolvendo o Banco Master e também a tentativa de aquisição da instituição pelo Banco Regional de Brasília (BRB), banco público vinculado ao Governo do Distrito Federal.

De acordo com a Polícia Federal, os investigados teriam participação em ações voltadas à movimentação e ocultação de recursos supostamente relacionados às irregularidades apuradas.

Após as prisões, a defesa de Henrique e Felipe Vorcaro afirmou que a medida cautelar seria desnecessária e contestou os fundamentos apresentados para a manutenção da custódia. O caso segue sob investigação das autoridades federais.

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