Política
por José Nilton Jr.
Publicado em 17/11/2025, às 14h38
Nesta segunda-feira (17), o Supremo Tribunal Federal (STF) publicou o registro do julgamento que rejeitou os embargos de declaração apresentados pela defesa do ex-presidente Jair Bolsonaro contra sua condenação por liderar uma tentativa de golpe de Estado. Com a decisão, os ministros deixaram Bolsonaro mais próximo de iniciar o cumprimento da pena de 27 anos e 3 meses de prisão.
A seguir, veja como será o caminho até a execução da sentença.
Agora, o STF deve publicar o acórdão referente ao julgamento dos recursos, documento que reúne os votos e formaliza o resultado. A previsão é de que a publicação aconteça até esta terça-feira (18). A partir da divulgação, abre-se um prazo de cinco dias para que as defesas dos réus apresentem um novo recurso.
Entre as alternativas previstas na legislação está a apresentação de novos embargos de declaração, que servem para apontar eventuais omissões ou contradições no acórdão.
Caso o ex-presidente Bolsonaro e os demais réus do núcleo 1 tentem apresentar embargos infringentes, o ministro Alexandre de Moraes poderá rejeitá-los de maneira individual, uma vez que o próprio tribunal não sinaliza a possibilidade de aplicação desse recurso. Assim, a tendência é de que apenas um segundo embargo de declaração seja analisado.
Leia também
Após a apresentenção do novo recurso, caberá ao ministro Moraes decidir se ele será reconhecido como uma movimentação meramente protelatória, o que justificaria o pedido imediato de trânsito em julgado.
Outra opção é determinar o seu julgamento em sessão virtual do plenário. Nessas sessões em questão, os ministros não debatem entre si. Eles apenas registram seus votos dentro do período estabelecido.
Após o julgamento dos segundos embargos, caso o recurso seja novamente negado, será publicado um novo acórdão que servirá de base para a certificação do trânsito em julgado.
Com o trânsito em julgado declarado, Alexandre de Moraes será responsável por emitir a ordem de início da execução penal. Nessa determinação, o ministro definirá o local em que o ex-presidente deverá cumprir a pena.
A partir daí, a secretaria judicial expedirá o mandado de prisão direcionado à Polícia Federal, que terá a missão de localizar Bolsonaro e conduzi-lo ao estabelecimento indicado na decisão judicial.
Segundo informações divulgadas pela CNN Brasil, pelo menos quatro locais são considerados possíveis para o cumprimento da pena: prisão domiciliar, uma sala especial na sede da Polícia Federal, o Complexo Penitenciário da Papuda ou uma instalação militar. A definição dependerá da avaliação do relator e das condições apresentadas.
A defesa do ex-presidente já sinalizou que solicitará a prisão domiciliar, argumentando principalmente questões de saúde e a idade avançada de Bolsonaro.
Classificação Indicativa: Livre
Modo Karaokê
som poderoso
Notebook Poderoso
famoso copo
Smartwatch top