Política

Recurso negado: STF mantém decisão de condenação de Bolsonaro na trama golpista

Valter Campanato/Agência Brasil
Após publicação do acórdão, prisão dos réus será decretada, encerrando o processo judicial contra eles.  |   BNews RN - Divulgação Valter Campanato/Agência Brasil
BNews Natal Redação

por BNews Natal Redação

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Publicado em 16/11/2025, às 17h00



Por unanimidade, a Primeira Turma do Supremo Tribunal Federal (STF) rejeitou os recursos do ex-presidente Jair Bolsonaro, e de outros seis réus na trama golpista.

Com isso, fica mantida a condenação do ex-presidente e dos demais integrantes do núcleo 1 da tentativa de golpe de Estado.

Bolsonaro foi condenado a 27 anos e três meses de prisão.

Por 4 votos a 0, os ministros negaram os recursos, que são os chamados embargos de declaração, na sessão de julgamento virtual encerrada na última sexta-feira (14).

As defesas tentavam, por exemplo, diminuir as penas e evitar que a execução fosse em regime fechado.

Agora, pelas regras do STF, outros recursos — os chamados embargos infringentes — só seriam aceitos para análise pelo relator, ministro Alexandre de Moraes, se Bolsonaro tivesse recebido dois votos pela absolvição, o que não ocorreu.

Caso as defesas apresentem esse recurso, Moraes pode considerar que serviria apenas para adiar a publicação do acórdão com o trânsito em julgado da decisão, encerrando o processo e a possibilidade de recorrer.

Após a publicação do acórdão, que não tem data definida, deve ser decretada a prisão dos réus e o local do cumprimento da pena.


Condenados


Além de Bolsonaro, já tiveram os recursos negados o ex-ministro e candidato a vice-presidente na chapa de 2022, Walter Braga Netto; Almir Garnier, ex-comandante da Marinha; Anderson Torres, ex-ministro da Justiça e ex-secretário de Segurança do Distrito Federal; Augusto Heleno, ex-ministro do Gabinete de Segurança Institucional (GSI); Paulo Sérgio Nogueira, ex-ministro da Defesa e Alexandre Ramagem, ex-diretor da Agência Brasileira de Inteligência (Abin).

Mauro Cid, ex-ajudante de ordens de Bolsonaro, assinou delação premiada durante as investigações e não recorreu da condenação. Ele já cumpriu a pena em regime aberto e tirou a tornozeleira eletrônica.

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