Política
O Partido dos Trabalhadores (PT) oficializou, neste domingo (2), em São Paulo, a candidatura do presidente Luiz Inácio Lula da Silva à reeleição ao Palácio do Planalto. A homologação da chapa foi aprovada em reunião interna e acompanhada por um ato político reunindo apoiadores e partidos da coligação (PT, PV, PCdoB, PSB, PDT, PSOL e Rede).
Durante seu discurso de oficialização, Lula adotou um tom incisivo ao abordar o combate à violência contra a mulher no país. O presidente afirmou que prefere perder o apoio de agressores nas urnas a contemporizar com o problema.
"O cara vai ter que escolher: ou ele vota em mim ou ele bate na mulher. Se bater na mulher, não precisa votar em mim. Pega a sua mão e vota em quem você quiser", disparou o mandatário.
Um dos pilares centrais da campanha petista para 2026 será o discurso da defesa da soberania nacional perante as recentes tensões e tarifas comerciais impostas pelos Estados Unidos. Aliados avaliam que o enfrentamento ao governo Donald Trump pode fortalecer a popularidade do presidente.
Por outro lado, a pré-campanha enfrenta o impacto das desdobramentos judiciais envolvendo o primogênito do presidente, Fábio Luís Lula da Silva, o Lulinha. Na última quinta-feira (30), o ministro André Mendonça, do STF, autorizou a abertura de inquérito pela Polícia Federal para investigar suposto tráfico de influência e corrupção envolvendo Lulinha no Ministério da Saúde.
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