Política

Sandro Pimentel comemora posição de ala do PT que pode tirar Rafael Motta da chapa ao Senado: "Feliz demais"

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O presidente do PSOL, Sandro Pimentel, comemora a indicação do partido para a segunda vaga ao Senado na chapa majoritária do RN  |   BNews RN - Divulgação Reprodução internet
Redação

por Redação

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Publicado em 15/07/2026, às 10h56



O presidente estadual do PSOL, Sandro Pimentel, celebrou o posicionamento da Articulação de Esquerda, corrente interna do Partido dos Trabalhadores (PT), que defendeu a indicação do PSOL para ocupar a segunda vaga ao Senado na chapa majoritária do campo governista nas eleições deste ano.

A manifestação da tendência petista, liderada no Rio Grande do Norte pela deputada federal Natália Bonavides, foi interpretada como um movimento contrário à pré-candidatura do ex-deputado federal Rafael Motta (PDT), que também busca espaço na composição da aliança.

Sandro diz estar otimista com possível aliança

Pré-candidato ao Senado pelo PSOL, Sandro Pimentel comentou o assunto em vídeo publicado nas redes sociais.

Na gravação, o ex-deputado estadual afirmou ter recebido com entusiasmo a posição da corrente petista.

Fiquei feliz demais e esperançoso que isso aconteça", declarou Sandro ao comentar a possibilidade de o PSOL integrar a chapa majoritária ao lado do PT.

Corrente do PT defende vaga para o PSOL

Em nota divulgada na segunda-feira (13), a Articulação de Esquerda informou ter apresentado à direção do PT a proposta de que o PSOL seja convidado para ocupar a segunda candidatura ao Senado.

Segundo o grupo, a composição fortaleceria a unidade das forças de esquerda no estado e permitiria ao eleitor votar em duas candidaturas alinhadas ao mesmo projeto político.

A corrente também afirmou que a chapa deve estar comprometida com a continuidade do legado da governadora Fátima Bezerra, com a pré-candidatura de Cadu Xavier ao Governo do Estado e com o projeto político do presidente Luiz Inácio Lula da Silva.

Divergências têm origem na eleição de Natal

A resistência ao nome de Rafael Motta ocorre em meio aos desdobramentos da disputa pela Prefeitura de Natal em 2024, quando ele e Natália Bonavides protagonizaram uma campanha marcada por fortes ataques durante os debates eleitorais.

Na ocasião, Rafael criticou a atuação parlamentar da deputada, questionou seus gastos como integrante da bancada federal e fez duras declarações sobre sua atuação política.

Natália, por sua vez, reagiu classificando o adversário como machista, afirmou que ele representava uma candidatura sem identidade política própria e relembrou episódios envolvendo a Operação Dama de Espadas, investigação conduzida pelo Ministério Público do Rio Grande do Norte em 2015 que teve entre os alvos o ex-presidente da Assembleia Legislativa Ricardo Motta, pai de Rafael.

A resistência ao nome de Rafael Motta ocorre em meio aos desdobramentos da disputa pela Prefeitura de Natal em 2024, quando ele e Natália Bonavides protagonizaram uma campanha marcada por fortes ataques durante os debates eleitorais.
A resistência ao nome de Rafael Motta ocorre em meio aos desdobramentos da disputa pela Prefeitura de Natal em 2024, quando ele e Natália Bonavides protagonizaram uma campanha marcada por fortes ataques durante os debates eleitorais.

Cenário ainda depende das negociações

Apesar do posicionamento da Articulação de Esquerda, a definição sobre a composição da chapa majoritária ainda dependerá das discussões internas do PT e das negociações entre os partidos aliados.

Nos bastidores, integrantes da legenda também demonstram preferência pela pré-candidatura da vereadora Samanda Alves ao Senado, o que amplia a disputa interna sobre quem representará o campo governista na eleição.

Até o momento, não há definição oficial sobre a segunda vaga ao Senado na aliança liderada pelo PT no Rio Grande do Norte.

Disputa pelo Senado segue indefinida

A formação da chapa majoritária para as eleições estaduais continua sendo alvo de negociações entre os partidos que integram a base de apoio ao governo estadual e ao presidente Lula.

Além da escolha do candidato ao Senado, as legendas também discutem estratégias para fortalecer a aliança e ampliar a representatividade do campo da esquerda no Rio Grande do Norte.

As definições deverão ocorrer nos próximos meses, dentro do calendário eleitoral.

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