Política
O ex-presidente Jair Bolsonaro solicitou ao ministro do STF, Alexandre de Moraes, autorização para receber o senador Rogério Marinho em sua custódia no 19º Batalhão da Polícia Militar, apesar de as visitas não serem permitidas na data sugerida, 26 de dezembro.
A defesa de Bolsonaro justificou o pedido com base em uma cirurgia de hérnia que Marinho deve realizar, o que impossibilitaria sua presença em datas subsequentes, e sugeriu uma alternativa caso a primeira solicitação seja negada.
A solicitação ocorre após a autorização de visita ao governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas, e outras visitas também foram liberadas, mas o STF ainda não se manifestou sobre o pedido de Marinho, que está sob análise.
O ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) solicitou autorização ao ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Alexandre de Moraes para receber o senador Rogério Marinho (PL-RN) no 19º Batalhão da Polícia Militar do Distrito Federal, conhecido como Papudinha, onde está custodiado desde a última quinta-feira (15).
O pedido foi protocolado nesta terça-feira (20) e traz uma particularidade: Bolsonaro sugeriu que a visita ocorra na próxima segunda-feira (26), data em que, pelas regras atuais, não são permitadas visitas na unidade.
Regras atuais limitam dias e horários de visitação
Desde que foi transferido da Superintendência da Polícia Federal para a Sala de Estado-Maior na Papudinha, Bolsonaro passou a cumprir um regime específico de visitas, definido por decisão judicial.
Atualmente, as visitas estão autorizadas apenas:
- Quartas-feiras e quintas-feiras
- Das 8h às 10h
- Das 11h às 13h
- Das 14h às 16h
Segundas-feiras não integram o calendário regular de visitas, o que levou a defesa do ex-presidente a pedir uma exceção ao STF.
Defesa aponta cirurgia de Rogério Marinho como justificativa
No pedido encaminhado a Alexandre de Moraes, a defesa de Bolsonaro argumenta que a escolha do dia 26 se deve a compromissos médicos do senador Rogério Marinho. Segundo o documento, Marinho será submetido a um procedimento cirúrgico de hérnia, o que inviabilizaria sua presença nos dias seguintes.
Tal pedido de data alternativa justifica-se em razão de procedimento cirúrgico (hérnia) ao qual o referido senador será submetido, fato que inviabilizará seu comparecimento no período intermédio”, afirmou a defesa.
Caso o pedido para o dia 26 seja negado, Bolsonaro sugeriu uma nova alternativa: uma data posterior a 30 de janeiro.
Solicitação ocorre após liberação de visita de Tarcísio de Freitas
O pedido para a visita de Rogério Marinho foi feito poucas horas depois de Alexandre de Moraes autorizar o governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas (Republicanos), a visitar Bolsonaro.
A visita de Tarcísio está marcada para a próxima quinta-feira (22), no horário das 8h às 10h, dentro das regras estabelecidas pela Justiça.
O encontro será o primeiro entre Bolsonaro e o governador paulista desde o lançamento da pré-candidatura do senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) à Presidência da República.
Outras visitas também foram autorizadas pelo STF
Além de Tarcísio de Freitas, o ministro Alexandre de Moraes autorizou a entrada de outras pessoas na mesma data e horário. Estão liberados para visitar Bolsonaro na quinta-feira:
- Bruno Scheid (PL), pré-candidato ao Senado por Roraima
- Diego Torres, irmão da ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro
Diego Torres é cunhado do ex-presidente e mantém relação próxima com Tarcísio de Freitas, tendo atuado como assessor especial do governador paulista entre janeiro de 2023 e novembro de 2025.
STF ainda não decidiu sobre pedido de Rogério Marinho
Até o momento, Alexandre de Moraes não se manifestou oficialmente sobre o pedido específico para a visita de Rogério Marinho fora do calendário regular.
A decisão deverá levar em conta as regras de custódia, os precedentes já concedidos e os argumentos apresentados pela defesa do ex-presidente.
O caso segue sob análise do Supremo Tribunal Federal.
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