Política

Rachou? Federação PT-PCdoB-PV busca consenso para fechar nominata de deputado federal no RN

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Com seis nomes do PT, dois do PV e um do PCdoB, a federação busca adequar-se à legislação eleitoral e à cota de gênero  |   BNews RN - Divulgação Reprodução/Agora RN

Publicado em 12/06/2026, às 06h35   Malu Machado



A Federação Brasil da Esperança - formada por PT, PV e PCdoB - enfrenta um impasse político de bastidores no Rio Grande do Norte. O grupo tem hoje 10 pré-candidatos para apenas 9 vagas disponíveis na chapa proporcional para a Câmara Federal em 2026, precisando obrigatoriamente cortar um nome para se adequar à legislação eleitoral e à cota de gênero.

Atualmente, o PT concentra seis pré-candidatos: Alexandre Lima, Brisa Bracchi, Fernando Mineiro, Marleide Cunha, Natália Bonavides e Odon Júnior. O PV apresenta dois nomes (Doutor Bernardo e Thabatta Pimenta), enquanto o PCdoB trabalha a candidatura de Silvério Filho.

A saída ideal seria a retirada do nome do PCdoB, mas a sigla resiste para garantir votos e bater a cláusula de barreira nacional. Com isso, a tendência atual é um acordo interno no PT para que os petistas Alexandre Lima ou Brisa Bracchi, ambos da corrente Democracia Socialista (DS), desistam do pleito.

"Isso vai ser resolvido na política"

Em entrevista à rádio Jovem Pan Natal, o ex-prefeito de Currais Novos e pré-candidato a deputado federal, Odon Júnior (PT), minimizou o clima de crise e garantiu que o excesso de nomes será resolvido sem traumas nas próximas semanas. Ele detalhou os critérios que podem ser adotados para definir quem fica fora da disputa.

“Se cada corrente indica um, é um cenário. Se pegar o critério das pesquisas, quem está melhor representado é outro cenário. Se pegar um cenário de eleição interna do PT, de voto, é outro cenário. Mas eu acho que isso vai ser resolvido na política”, declarou Odon.

O ex-prefeito defendeu que o diálogo e a construção coletiva devem evitar a necessidade de uma votação interna. Independentemente do corte, o petista cravou que o objetivo da federação é ambicioso: aproveitar o eleitorado que votou em Lula no RN para saltar dos atuais dois deputados federais (Mineiro e Natália) para três eleitos.

Falta de representantes do interior e dobradinha no Seridó

Ao defender sua própria pré-candidatura, Odon Júnior pontuou que o interior do estado sofre com uma sub-representação em Brasília, citando que regiões inteiras estão sem um canal direto na Câmara Federal.

“Há um vácuo realmente no interior de gente legítima, que mora lá, que construa sua história, sua vida. O Seridó, o Alto Oeste, o Médio Oeste, Mossoró, o Trairi e o Potengi não têm uma representação federal”, enfatizou.

Para preencher esse espaço, Odon confirmou que fará uma "dobradinha" casada na região do Seridó com o deputado estadual Francisco do PT, líder do governo na Assembleia Legislativa. Ambos integram a corrente interna Avante.

O "timing" de Ezequiel Ferreira e o reflexo em Currais Novos

Indagado sobre a tradicional demora do presidente da Assembleia Legislativa, Ezequiel Ferreira (PSDB), em definir se apoiará oficialmente a chapa governista encabeçada por Cadu Xavier (PT) ao Governo do Estado, Odon evitou polêmicas, mas fez uma análise sobre o estilo político do líder tucano.

Eu faço política diferente, tomo decisões mais antecipadas. Ele vem, no histórico dele, tomando essas decisões de última hora. Vejo a política cada vez mais antecipada. O meu timing é diferente”, avaliou.

Por fim, o pré-candidato garantiu que mesmo se PT e PSDB romperem formalmente no âmbito estadual, a aliança municipal em Currais Novos está blindada. A cidade é governada por Lucas Galvão (PT) tendo Milena Galvão (PSDB) - irmã de Ezequiel - como vice. 

Segundo Odon, o acordo local foi firmado sob a premissa de liberdade total para os palanques estaduais, mantendo a harmonia administrativa no município.

Classificação Indicativa: Livre

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