Política

Quem são os deputados do RN que não assinaram pedido para enquadrar facções criminosas como terroristas? Confira nomes e partidos

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Discussão sobre facções como terroristas avança no Congresso, mas divide opiniões entre juristas e políticos sobre segurança jurídica  |   BNews RN - Divulgação Reprodução internet
Redação

por Redação

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Publicado em 22/05/2026, às 08h53



Um requerimento apresentado na Assembleia Legislativa do Rio Grande do Norte abriu uma nova frente de debate político sobre segurança pública, facções criminosas e endurecimento da legislação contra o crime organizado.

A proposta pede apoio do Governo Federal para que facções criminosas sejam enquadradas como organizações terroristas no Brasil.

A iniciativa foi apresentada pelo deputado estadual Coronel Azevedo e recebeu adesão de 18 parlamentares da Casa.

No entanto, cinco deputados decidiram não assinar o documento, o que acabou chamando atenção diante da ampla maioria favorável ao requerimento.

Os parlamentares que ficaram de fora da assinatura foram:

  • Divaneide Basílio (PT)
  • Dr. Bernardo (PV)
  • Francisco do PT (PT)
  • Eudiane Macedo (PV)
  • Isolda Dantas (PT)
Da esquerda para direita: Isolda Dantas (PT), Francisco do PT (PT) e Divaneide Basílio (PT).
Da esquerda para direita: Isolda Dantas (PT), Francisco do PT (PT) e Divaneide Basílio (PT).

O requerimento defende que organizações criminosas armadas passem a ser reconhecidas como terroristas quando atuarem com práticas como intimidação coletiva, execuções, domínio territorial, restrição de circulação da população e interferência em serviços públicos e privados.

A proposta argumenta que facções criminosas já utilizam métodos semelhantes aos de grupos terroristas, embora a legislação brasileira atualmente trate esses grupos principalmente como organizações criminosas comuns.

O debate ganhou ainda mais repercussão no Rio Grande do Norte após um episódio registrado em Natal nesta semana. Na segunda-feira (18), o Morro do Careca, principal cartão-postal da capital potiguar, amanheceu com a sigla “SDC” escrita na areia, referência associada ao Sindicato do Crime, facção com atuação no Estado.

A inscrição foi apagada por policiais militares ainda durante a manhã, mas o caso ampliou a discussão sobre a presença e a ousadia de grupos criminosos em áreas simbólicas e turísticas do estado.

Maioria da Assembleia aderiu ao requerimento

Além de Coronel Azevedo, assinaram o pedido os deputados:

  • Adjuto Dias;
  • Cristiane Dantas;
  • Dr. Kerginaldo;
  • Galeno Torquato;
  • Gustavo Carvalho;
  • Hermano Morais;
  • Ivanilson Oliveira;
  • José Dias;
  • Kleber Rodrigues;
  • Luiz Eduardo;
  • Neilton Diógenes;
  • Nelter Queiroz;
  • Taveira Júnior;
  • Terezinha Maia;
  • Tomba Farias;
  • Ubaldo Fernandes;
  • Vivaldo Costa;
  • e o presidente da Assembleia Legislativa, Ezequiel Ferreira.

A presença de Ubaldo Fernandes entre os apoiadores ganhou destaque após comentários políticos indicarem inicialmente que o deputado estaria entre os que não aderiram ao documento. A lista oficial de assinaturas, porém, confirmou o nome dele entre os favoráveis ao requerimento.

Discussão também avança no Congresso Nacional

A discussão sobre enquadrar facções como organizações terroristas também vem avançando no Congresso Nacional. Projetos em tramitação na Câmara dos Deputados propõem mudanças na Lei Antiterrorismo para incluir facções e milícias armadas entre os grupos passíveis desse enquadramento jurídico.

As propostas defendem que organizações criminosas que imponham domínio territorial, promovam intimidação da população e ameacem a ordem pública possam ser tratadas de forma mais rígida pelo sistema penal brasileiro.

O tema, no entanto, divide juristas e setores políticos. Críticos da mudança afirmam que a Lei Antiterrorismo brasileira foi criada para crimes motivados por razões políticas, ideológicas, religiosas ou discriminatórias, e argumentam que ampliar o conceito poderia gerar insegurança jurídica.

Já os defensores da proposta sustentam que facções criminosas passaram a atuar além do tráfico de drogas, exercendo controle territorial, impondo regras em comunidades e desafiando diretamente o funcionamento do Estado.

Debate deve ampliar tensão política sobre segurança pública no RN

Na Assembleia Legislativa do Rio Grande do Norte, o requerimento acabou evidenciando uma divisão política clara sobre o tema. Enquanto a maioria dos parlamentares aderiu ao pedido de endurecimento contra facções criminosas, deputados do PT e parte do PV preferiram não assinar o documento.

A discussão deve continuar repercutindo no cenário político potiguar, especialmente em meio ao aumento do debate nacional sobre segurança pública, crime organizado e o avanço das facções criminosas no País.

Classificação Indicativa: Livre

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