Política

Código de vestimenta? Entenda a nova polêmica na Câmara de Natal e o que disse Thabata Pimenta

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Mudanças nas regras de vestimentas podem impactar a participação de cidadãos em eventos da Câmara Municipal de Natal  |   BNews RN - Divulgação Reprodução internet
Elí Bernardo

por Elí Bernardo

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Publicado em 26/03/2026, às 12h35



A Câmara Municipal de Natal está debatendo um Projeto de Lei que propõe mudanças nas vestimentas exigidas durante as sessões, gerando polêmica entre os vereadores. A vereadora Thabatta Pimenta (PSOL) criticou a relevância do tema, sugerindo que a casa deveria focar em questões mais sérias.

O projeto, apresentado pelo vereador Tácio de Eudiane (UNIÃO), visa tornar o uso de traje social facultativo para convidados e homenageados em sessões solenes e audiências públicas, buscando tornar a Câmara mais acessível. A proposta surge em um contexto onde muitos cidadãos podem ser impedidos de participar de eventos importantes devido à falta de vestimenta formal.

Embora o projeto facilite a participação do público, as regras de vestimenta para os parlamentares permanecem inalteradas, exigindo traje social durante as sessões. O projeto ainda está em tramitação e aguarda votação para sua aprovação.

Resumo gerado por IA

Uma proposta sobre vestimenta dentro da Câmara Municipal de Natal acendeu um debate que vai muito além do dress code.

Em meio a demandas urgentes da população, a discussão sobre o que vestir dentro do plenário virou símbolo — para críticos — de um distanciamento entre o Legislativo e a realidade da cidade.

Debate sobre roupa gera reação e levanta questionamentos

A polêmica ganhou força após a vereadora Thabatta Pimenta questionar publicamente a relevância da pauta. Para ela, a discussão evidencia uma inversão de prioridades dentro da Casa.

Saber que se o debate dentro desta casa vai ser até sobre as vestimentas, que tanto os parlamentares, principalmente nós mulheres, usamos, até o povo que chega a esta casa é raso. Isso é muito absurdo”, criticou.

A vereadora também reforçou o tom de indignação ao destacar que temas estruturais ficam em segundo plano:

“Com tanto debate importante para fazer dentro desta casa, que o debate vai ser? a roupa do povo?”

A polêmica ganhou força após a vereadora Thabatta Pimenta questionar publicamente a relevância da pauta.
A polêmica ganhou força após a vereadora Thabatta Pimenta questionar publicamente a relevância da pauta.

Projeto propõe flexibilização, mas gera ruído político

O projeto que motivou a reação é de autoria do vereador Tácio de Eudiane. A proposta altera pontos do regimento interno e trata especificamente da exigência de traje social em sessões e eventos oficiais.

Na prática, o texto flexibiliza a obrigatoriedade para convidados e homenageados, tornando o uso de roupas formais — como terno e gravata — opcional nessas ocasiões.

Em defesa da proposta, o parlamentar argumenta que a mudança busca tornar o ambiente mais inclusivo:

“Protocolei um Projeto de Resolução que estabelece que o uso de traje social, inclusive terno e gravata, seja facultativo para convidados e homenageados nas sessões solenes e audiências públicas da Câmara”, explicou.

Ele ainda justificou a medida com base na realidade social de parte da população:

Muitas vezes, pessoas simples da nossa comunidade são homenageadas por suas histórias de luta, trabalho e contribuição para a sociedade. E não é justo que alguém deixe de participar de um momento tão importante por não ter condições de usar um traje formal.”

Inclusão ou cortina de fumaça?

Apesar do argumento de inclusão, a proposta não altera as regras para os próprios parlamentares, que seguem obrigados a cumprir o traje social durante as sessões.

O regimento interno da Câmara é claro:

- vereadores, assessores e servidores devem estar em traje social no plenário
- a exigência permanece válida durante as sessões legislativas

A manutenção da obrigatoriedade para quem ocupa cargos públicos, enquanto flexibiliza apenas para convidados, acabou alimentando ainda mais o debate político.

Apesar do argumento de inclusão, a proposta não altera as regras para os próprios parlamentares, que seguem obrigados a cumprir o traje social durante as sessões.
Apesar do argumento de inclusão, a proposta não altera as regras para os próprios parlamentares, que seguem obrigados a cumprir o traje social durante as sessões.

Discussão simbólica em meio a demandas reais

A controvérsia expõe um ponto sensível: até que ponto pautas simbólicas ocupam espaço que poderia ser dedicado a problemas estruturais da cidade?

Para parte dos críticos, o episódio reforça a percepção de desconexão entre o Legislativo e as urgências da população. Para outros, trata-se de um ajuste necessário para ampliar a participação popular.

No fim, o que era um projeto técnico sobre vestimenta acabou se transformando em um debate mais amplo sobre prioridades, representatividade e o papel da Câmara diante dos desafios de Natal.

Classificação Indicativa: Livre

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