Política
Um vazamento de mensagens atribuídas a políticos ligados ao bolsonarismo movimentou as redes sociais nesta quarta-feira (14). Os prints mostram integrantes de um grupo de WhatsApp chamado “Amigos de Confiança” debatendo possíveis substitutos para o senador e pré-candidato à Presidência Flávio Bolsonaro, do Partido Liberal (PL), após a repercussão negativa de um áudio em que ele pede recursos ao empresário Daniel Vorcaro para financiar um filme.
Nas conversas, o nome da ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro aparece como alternativa para disputar o Palácio do Planalto. A sugestão teria sido feita pelo ex-ministro Ricardo Salles, do partido Novo em São Paulo, que afirmou que ela seria a melhor opção caso Flávio Bolsonaro “perdesse a tração”.
A proposta, no entanto, provocou reações imediatas dentro do próprio grupo. Alguns participantes rejeitaram a ideia de forma contundente, com mensagens como “não, pelo amor”, além de declarações afirmando que preferiam “que Lula ganhe” a apoiar uma eventual candidatura de Michelle Bolsonaro.
Os prints começaram a circular poucas horas depois da divulgação do áudio envolvendo Flávio Bolsonaro. O conteúdo ampliou especulações sobre desgaste político do senador entre aliados mais próximos e abriu espaço para discussões sobre nomes da direita para a eleição presidencial.
A repercussão do caso gerou desconforto entre integrantes do grupo, principalmente pela exposição pública das divergências internas. As mensagens rapidamente viralizaram nas redes sociais e passaram a ser compartilhadas em perfis políticos e páginas de notícias.
Após a divulgação do material, o deputado federal Paulo Bilynskyj (PL-SP), assumiu a responsabilidade indireta pelo vazamento em uma mensagem enviada aos integrantes do grupo.
Reprodução/redes sociais
Segundo Bilynskyj, ele teria feito o print da conversa e encaminhado o conteúdo para membros de seu gabinete com o objetivo de alertar sobre o posicionamento de Ricardo Salles em relação à candidatura de Flávio Bolsonaro. Na mensagem, o parlamentar afirmou que a imagem acabou circulando além do previsto e chegou à imprensa. Ele também declarou que pretende identificar e demitir o responsável pelo compartilhamento externo do conteúdo.
“Do grupo da minha assessoria o print circulou e foi parar na Veja. Vou apurar e demitir o responsável. Peço desculpas por ter prejudicado a todos e me retiro do grupo”, escreveu Paulo Bilynskyj.
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