Política
O influenciador e empresário Pablo Marçal não participará da convenção da federação União Progressista (União Brasil-PP), marcada para esta segunda-feira (20), na Assembleia Legislativa de São Paulo (Alesp). A decisão foi confirmada pelo presidente do União Brasil em São Paulo, Milton Leite, que afirmou que a ausência representa um gesto de respeito ao Poder Judiciário enquanto o ex-candidato à Prefeitura de São Paulo aguarda julgamento de recursos no Tribunal Superior Eleitoral (TSE).
Apesar de ficar fora do evento político, Marçal continua sendo tratado como um dos principais nomes da federação para as eleições deste ano. A estratégia da cúpula do União-PP é lançá-lo candidato ao Senado por São Paulo, em uma chapa ao lado do secretário de Segurança Pública paulista, Guilherme Derrite (PP).
Para que isso aconteça, porém, Marçal precisa reverter no TSE duas condenações impostas pela Justiça Eleitoral em decorrência da campanha municipal de 2024. Dirigentes da federação demonstram confiança em um desfecho favorável e optaram por preservar o influenciador da convenção até que haja uma definição sobre sua situação jurídica.
A ausência também evita que o evento seja marcado por debates sobre os processos judiciais envolvendo Marçal, permitindo que a federação concentre as atenções na organização de sua estratégia eleitoral para 2026.
Nos bastidores, a avaliação é de que a decisão não representa afastamento político. Pelo contrário, integrantes do União Progressista afirmam que Marçal permanece como um dos principais ativos eleitorais do grupo e que o projeto de disputar o Senado continua sendo prioridade, desde que sua elegibilidade seja restabelecida pelo TSE.
Federação aposta em Marçal para fortalecer chapa
Quando se filiou ao União Brasil, Pablo Marçal chegou a ser cogitado para disputar uma vaga na Câmara dos Deputados. No entanto, o cenário político evoluiu e a direção da federação passou a trabalhar com um projeto mais ambicioso: a candidatura ao Senado.
A expectativa é que, caso obtenha uma decisão favorável da Justiça Eleitoral, Marçal possa compor uma chapa competitiva ao lado de Guilherme Derrite, fortalecendo a presença da direita na disputa pelas duas vagas ao Senado em São Paulo.
Enquanto isso, a estratégia é aguardar o julgamento do TSE antes de colocá-lo oficialmente no centro da campanha eleitoral.
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