Política
por Lavínia Manso
Publicado em 14/10/2026, às 10h21
O Tribunal Superior Eleitoral (TSE) determinou nesta terça-feira (13) a retirada, em até 24 horas, de um vídeo divulgado pelo deputado Nikolas Ferreira, do Partido Liberal (PL) de Minas Gerais, e compartilhado por Flávio Bolsonaro nas redes sociais. A decisão liminar atende a um pedido do Partido dos Trabalhadores (PT) contra o conteúdo, que apresenta crianças fazendo acusações ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva e críticas ao governo federal.
A publicação já foi removida do Instagram de Nikolas e do canal de WhatsApp “Tropa do Flávio”, ligado ao candidato à Presidência pelo PL. Nas contas do deputado no X e no Facebook, porém, o vídeo ainda estava disponível, conforme as informações sobre o cumprimento da ordem.
A medida foi concedida pelo ministro Marco Aurélio Bellizze Oliveira e ainda será analisada pelo plenário do TSE. Na decisão, o magistrado considerou que o conteúdo excede os limites razoáveis da propaganda negativa ao explorar a inocência infantil para atingir emocionalmente os eleitores.
No pedido de remoção, os advogados do PT sustentaram que o vídeo apresenta informações fragmentadas ou retiradas de contexto. Segundo o partido, essa organização do conteúdo pode levar o público a conclusões enganosas.
A defesa também argumentou que a peça cria uma associação artificial entre Lula e a perda da infância provocada pela violência e por outros problemas sociais. Para os advogados, a presença de crianças intensifica o efeito emocional da mensagem.
Outro ponto levantado pelo partido foi a exposição dos menores de idade. O pedido afirma que o uso das crianças nesse tipo de propaganda pode comprometer a dignidade delas.
Publicado na segunda-feira (12), Dia das Crianças, o vídeo reúne falas editadas de crianças sobre economia, segurança pública e receio em relação ao futuro. Os trechos apresentam críticas a Lula, ao PT e à gestão federal.
Em uma das falas, uma criança atribui ao presidente e a seu filho, conhecido como Lulinha, o suposto roubo de dinheiro que a avó usaria para comprar uma bicicleta. Essa acusação faz parte do conteúdo questionado na ação.
Após a divulgação por Nikolas, a peça foi compartilhada no canal de WhatsApp de Flávio Bolsonaro, que disputa a Presidência com Lula. A ordem de remoção permanece sujeita à análise do plenário do tribunal.
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