Política

Moraes se reúne com Cláudio Castro e autoridades do Rio após operação com 121 mortos

Reprodução/Agência Brasil
Cláudio Castro e autoridades de segurança pública são convocados para discutir a operação mais letal da história do Brasil.  |   BNews RN - Divulgação Reprodução/Agência Brasil
Dani Oliveira

por Dani Oliveira

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Publicado em 03/11/2025, às 09h18



O ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), realiza nesta segunda-feira (3), no Rio de Janeiro, uma audiência para ouvir o governador Cláudio Castro (PL) sobre a megaoperação policial que resultou em 121 mortes nos complexos da Penha e do Alemão.

O encontro ocorre no Centro Integrado de Comando e Controle (CICC) e tem como objetivo esclarecer os detalhes da operação, considerada a mais letal da história do país. Também participam o secretário de Segurança Pública do Estado, o comandante da Polícia Militar, o delegado-geral da Polícia Civil e o diretor da Superintendência-Geral de Polícia Técnico-Científica.

Na véspera da audiência, Moraes determinou que o governo do Rio preserve todas as provas relacionadas à operação e garanta acesso à Defensoria Pública, após o órgão relatar restrições para acompanhar as investigações da chamada “Operação Contenção”.

  • O ministro, que assumiu temporariamente a relatoria da ADPF das Favelas, exigiu um relatório detalhado da operação, com:
  • a definição prévia do grau de força empregado e sua justificativa formal;
  • o número de agentes envolvidos, os armamentos utilizados e o total de mortos, feridos e detidos;
  • informações sobre eventuais abusos, atuação dos órgãos periciais, uso de câmeras corporais e assistência às vítimas e suas famílias.

Após o encontro com o governador, Moraes cumprirá outras agendas na capital fluminense:

  • 13h30 – Reunião com o presidente do Tribunal de Justiça do Estado;
  • 15h – Encontro com o procurador-geral de Justiça do Estado;
  • 16h30 – Reunião com o defensor público-geral;
  • 18h – Encontro com o prefeito Eduardo Paes.

A visita ocorre em meio à repercussão nacional da operação, que reacendeu o debate sobre a letalidade policial e o controle das ações de segurança pública no Rio de Janeiro.

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