Política
Publicado em 22/03/2026, às 19h41 Mayane Lins
O ministro Alexandre de Moraes solicitou um parecer da Procuradoria-Geral da República antes de decidir sobre um novo pedido de prisão domiciliar do ex-presidente Jair Bolsonaro, cuja saúde se deteriorou, levando a uma reavaliação do caso.
Bolsonaro está internado com broncopneumonia e complicações renais, e, embora esteja estável, não há previsão de alta antes do dia 27, o que levanta preocupações sobre sua saúde e a necessidade de acompanhamento contínuo.
A defesa do ex-presidente argumenta que a mudança em seu estado de saúde justifica a revisão da decisão anterior, enquanto a PGR deve fundamentar sua manifestação, que será crucial para a decisão de Moraes.
O ministro do Supremo Tribunal Federal, Alexandre de Moraes, pediu um parecer da Procuradoria-Geral da República (PGR) antes de decidir sobre um novo pedido de prisão domiciliar do ex-presidente Jair Bolsonaro. Nos bastidores, a avaliação é de que o quadro de saúde dele abriu um cenário diferente daquele analisado anteriormente, quando o benefício foi negado.
Bolsonaro está internado após um quadro de broncopneumonia, que chegou a ser considerado grave. Informações médicas encaminhadas ao STF indicam que ele apresentou, inclusive, complicações como injúria renal aguda e precisou de tratamento com antibióticos. Apesar de agora estar estável, ainda não há previsão de alta antes do dia 27, e os médicos apontam a necessidade de acompanhamento contínuo para evitar novas complicações.
É justamente esse conjunto de informações que deve embasar a manifestação da PGR. A defesa do ex-presidente tenta convencer o Supremo de que houve uma mudança significativa no estado de saúde, o que justificaria a revisão da decisão anterior que manteve Bolsonaro preso no 19º Batalhão da Polícia Militar, no Distrito Federal, conhecido como “Papudinha”.
Desde que foi transferido para a unidade, Bolsonaro já apresentou episódios de mal-estar. Mesmo assim, Moraes vinha rejeitando os pedidos de domiciliar, sob o argumento de risco de fuga. Antes disso, o ex-presidente chegou a ser mantido na sede da Polícia Federal em Brasília.
Na última semana, o senador Flávio Bolsonaro e o advogado Paulo Amador Bueno estiveram com Moraes para reforçar o pedido. A ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro também já havia feito apelo semelhante.
Reservadamente, ministros do STF e interlocutores do governo Lula têm demonstrado preocupação com a situação de saúde do ex-presidente, o que aumentou a pressão sobre o caso. Ainda assim, a tendência é que qualquer mudança de decisão venha acompanhada de uma justificativa técnica, baseada exclusivamente no quadro clínico.
Agora, a palavra da Procuradoria-Geral da República deve ser decisiva para o próximo passo do ministro.
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