Política

Moraes impõe restrição aérea em área onde Bolsonaro está em prisão domiciliar

Foto: Fabio Rodrigues-Pozzebom/ Agência Brasil
Moraes impõe restrição aérea em área onde Bolsonaro está em prisão domiciliar  |   BNews RN - Divulgação Foto: Fabio Rodrigues-Pozzebom/ Agência Brasil

Publicado em 28/03/2026, às 19h53   Mayane Lins



O ministro do Supremo Tribunal Federal, Alexandre de Moraes, proibiu o uso de drones nas proximidades da residência do ex-presidente Jair Bolsonaro, que cumpre prisão domiciliar em Brasília, estabelecendo um raio de 100 metros ao redor do imóvel.

A medida foi motivada por registros de drones não autorizados sobrevoando a área, o que representa risco à segurança e violação do espaço aéreo, levando a Polícia Militar a agir contra a utilização irregular desses dispositivos.

Além da proibição dos drones, Moraes autorizou medidas rigorosas em caso de descumprimento, como apreensão dos equipamentos e prisão dos responsáveis, enquanto a segurança no local foi reforçada com a presença de policiais militares para garantir o cumprimento das determinações judiciais.

Resumo gerado por IA

O ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Alexandre de Moraes determinou a proibição do uso de drones nas proximidades da residência onde o ex-presidente Jair Bolsonaro cumpre prisão domiciliar, em Brasília. A decisão, publicada neste sábado (28), estabelece um raio mínimo de 100 metros ao redor do imóvel, localizado em um condomínio no bairro Jardim Botânico.

A medida foi adotada após registros de equipamentos não autorizados sobrevoando a área. Segundo a Polícia Militar do Distrito Federal, a presença dos drones representa risco à segurança e configura violação do espaço aéreo. Na sexta-feira (27), equipes da corporação já haviam sido acionadas para conter a utilização irregular desses dispositivos nas imediações da casa.

No despacho, Moraes autorizou a adoção de medidas mais rígidas em caso de descumprimento da determinação. Entre elas, está a possibilidade de apreensão imediata dos equipamentos, além da prisão em flagrante dos responsáveis. O texto também prevê que, em situações específicas, os drones poderão ser neutralizados pelas forças de segurança.

Bolsonaro passou a cumprir prisão domiciliar por decisão do STF na última terça-feira (24), em caráter humanitário. A medida foi concedida após a defesa alegar agravamento do quadro de saúde do ex-presidente. Ele havia recebido alta hospitalar um dia antes, após permanecer internado desde 13 de março no Hospital DF Star, onde tratou uma pneumonia bacteriana bilateral associada a um episódio de broncoaspiração.

De acordo com a decisão judicial, a prisão domiciliar terá duração inicial de 90 dias, período após o qual a situação será reavaliada pelo ministro. Durante esse tempo, Bolsonaro deverá utilizar tornozeleira eletrônica e permanecer sob monitoramento constante.

Antes da concessão do benefício, o ex-presidente cumpria pena no 19º Batalhão da Polícia Militar, no Complexo Penitenciário da Papuda. Ele foi condenado a mais de 27 anos de prisão em processo relacionado à tentativa de ruptura institucional.

Além da restrição ao uso de drones, a segurança no entorno da residência foi reforçada. Policiais militares permanecem no local para garantir o cumprimento das determinações judiciais e evitar qualquer tipo de irregularidade.

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