Política
O deputado federal Sargento Gonçalves (PL) afirmou que seu apoio a Allyson Bezerra (União Brasil) na disputa pelo Governo do Rio Grande do Norte tem como principal objetivo impedir que o PT continue no comando do Estado. Durante uma agenda em Natal, na terça-feira (13), o parlamentar classificou sua escolha no segundo turno como um voto “anti-PT”.
“Meu passatempo preferido é atrapalhar a vida do PT”, declarou Gonçalves. Allyson disputa o governo com Cadu de Lula (PT), candidato apoiado pela governadora Fátima Bezerra (PT).
O deputado disse que a prioridade é derrotar o PT, mesmo sem uma declaração de apoio de Allyson à candidatura de Flávio Bolsonaro (PL) à Presidência da República.
“Alguns falaram que ele não é de direita. A prioridade nesse momento é tirar o PT”, afirmou.
Segundo Gonçalves, a conversa com Allyson incluiu uma cobrança por compromisso com a segurança pública. O deputado afirmou que o candidato se mostrou disposto a trabalhar em conjunto para melhorar a área e citou a avaliação da gestão do ex-prefeito em Mossoró como um dos motivos para apoiá-lo.
Ao criticar o governo estadual, o parlamentar mencionou atrasos nos pagamentos a servidores, trabalhadores terceirizados e médicos. Também alegou que o Estado deve mais de R$ 500 milhões referentes a empréstimos consignados descontados dos funcionários e não repassados aos bancos.
Gonçalves relatou ainda o caso de um trabalhador de uma empresa de segurança que presta serviço ao Hospital Monsenhor Walfredo Gurgel. Segundo o deputado, o funcionário disse estar sem receber e sem dinheiro para atender a um pedido dos filhos no Dia das Crianças. Ele também afirmou que médicos de unidades de terapia intensiva enfrentavam atrasos salariais.
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Outra crítica foi direcionada à demora na instalação de um centro de imagem com tomógrafo no Hospital Santa Catarina, na Zona Norte de Natal. Gonçalves disse ter destinado R$ 4,5 milhões em emendas parlamentares para a estrutura e questionou a aplicação dos recursos.
De acordo com o deputado, a verba ainda está dentro do prazo de utilização e não pode ser destinada a outra finalidade. Ele comparou a situação com equipamentos que, segundo seu relato, chegaram a unidades da Liga Contra o Câncer, em Assú, e à maternidade Almeida Castro, em Mossoró.
Apesar das críticas, Gonçalves reconheceu que parte dos recursos que destinou à segurança pública foi executada. Como exemplo, citou a compra de 3.200 pistolas para a Polícia Militar.
O parlamentar afirmou que sua principal missão até o segundo turno, marcado para 25 de outubro, é trabalhar pela eleição de Flávio Bolsonaro. Gonçalves disse estar otimista, mas ressaltou que a disputa só estará definida após o encerramento da votação.
“A eleição só se resolve às 17 horas do dia 25”, declarou.
Na avaliação do deputado, a proximidade política entre os governos estadual e federal poderia ampliar o acesso do Rio Grande do Norte a recursos. Ele afirmou ter destinado cerca de R$ 45 milhões à segurança pública em três anos e meio e defendeu que uma maior interlocução com os ministérios permitiria ampliar os investimentos.
Ao tratar do combate ao crime, Gonçalves descreveu o RN como um “narco-estado praticamente instalado” e criticou o que considera limitações à atuação policial. Ao comentar o uso de armas por agentes, empregou a expressão “é peia e bala”.
O deputado também afirmou que, caso Flávio seja eleito presidente, o enfrentamento às facções deverá ser uma prioridade desde o início do governo. Ao encerrar, resumiu sua bandeira como a defesa de “um RN, um Brasil livre do crime”.
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