Política

Medo no governo: CPI do Crime Organizado pode gerar mais desgaste a Lula do que fraudes no INSS

Presidente Lula (PT) - Marcelo Camargo/Agência Brasil
Entre os mais próximos do presidente Lula, a percepção é de que a CPI voltada para o combate ao crime organizado pode ser explorada pela oposição  |   BNews RN - Divulgação Presidente Lula (PT) - Marcelo Camargo/Agência Brasil
BNews Natal Redação

por BNews Natal Redação

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Publicado em 03/11/2025, às 17h19



Mesmo antes de sua instalação no Senado, a CPI do Crime Organizado já acende um alerta vermelho no Palácio do Planalto. Assessores ligados ao presidente Lula (PT) avaliam que a nova comissão parlamentar de inquérito tem potencial de causar mais danos políticos ao governo do que a CPMI do INSS, instalada anteriormente.

Entre os mais próximos do presidente Lula, a percepção é de que a CPI voltada para o combate ao crime organizado pode ser explorada pela oposição como uma vitrine para ataques ao governo federal, principalmente em um tema sensível como segurança pública. 

Preocupação com segurança pública e reação do Planalto

Integrantes do atual governo reconhecem que o caso das fraudes no INSS teve forte repercussão social, por atingir aposentados e pensionistas, mas ressaltam que a segurança pública é um tema de impacto ainda mais profundo sobre o eleitorado.

Levando isso em consideração, a estratégia agora é reforçar a articulação política no Congresso para acompanhar de perto a movimentação da CPI e evitar que ela se transforme em palco de desgaste para o governo.

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Diante desse cenário, o Planalto pretende executar uma mobilização de ministros e líderes governistas no Senado para atuar de maneira direta na condução dos trabalhos da CPI, ao mesmo tempo em que pretende pressionar pela aprovação de medidas legislativas que possam reforçar o discurso de combate à criminalidade.

Governo tenta reagir com PEC e projeto antifraude

Entre as ações prioritárias está a PEC da Segurança Pública, que o governo quer acelerar, e o projeto de lei antifraude, assinado por Lula na semana passada. As duas propostas serão apresentadas como respostas diretas à escalada da violência e à atuação do crime organizado. 

A instalação oficial da CPI do Crime Organizado está prevista para esta terça-feira (4). O senador Alessandro Vieira (MDB-SE), autor do pedido de criação, deve ser confirmado como relator, enquanto o PT tenta assumir a presidência da comissão. Se conseguir o comando, o partido planeja indicar o senador Fabiano Contarato (PT-ES) para o cargo.

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