Política

Manifestante de esquerda em Natal propõe boicote ao McDonald's em defesa de Maduro

Reprodução/Redes Sociais
Um manifestante sugere que o público pare de consumir produtos do McDonald's como forma de protesto  |   BNews RN - Divulgação Reprodução/Redes Sociais

Publicado em 07/01/2026, às 06h35   Malu Machado



Grupos de esquerda em Natal realizaram um protesto contra a prisão de Nicolás Maduro e a política dos Estados Unidos, destacando a insatisfação com a interferência americana na América Latina. A manifestação, que reuniu estudantes e movimentos populares, enfatizou a defesa da soberania dos povos latino-americanos.

Um dos manifestantes chamou a atenção ao sugerir que as pessoas deixem de consumir produtos de marcas americanas, como o McDonald's, associando o consumo a um apoio à política dos EUA. As reações nas redes sociais foram críticas, com internautas pedindo foco em problemas locais, como saúde e educação.

O ato, que começou às 15h30, faz parte de uma série de protestos programados em outras cidades, como Mossoró, e foi organizado por entidades que se opõem ao que consideram imperialismo dos Estados Unidos. O slogan 'Fora Trump da Venezuela e da América Latina' foi amplamente utilizado pelos manifestantes.

Resumo gerado por IA

Nesta segunda-feira (5), grupos ligados à esquerda em Natal realizaram um protesto em frente ao shopping Midway Mall contra o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, e a prisão do líder venezuelano Nicolás Maduro.  No entanto, o que chamou a atenção foi a fala de um dos manifestantes.

No vídeo compartilhado em redes sociais, o homem aconselha que o público deixe de consumir a rede de fast food americana, McDonald's:

 "Se você gosta de um sorvete do McDonald's, pare de comprar o sorvete. Se você gosta de comprar os produtos dos Estados Unidos, se você gosta das marcas, se você apoia tudo isso, você também faz parte dessa engrenagem", disse.

Confira:

Reação do público

Em publicações na rede social Instagram, o público reagiu e teceu críticas à fala do manifestante.

"O Walfredo Gurgel toda semana quebra o tomógrafo, façam um protesto sobre isso? Cobrem melhorias da nossa saúde, cobrem melhorias na nossa educação, cobrem infraestrutura! Podem ter o lado político de vocês, mas não se finjam cegos para os problemas do nosso estado. ", argumentou um internauta. 


Manifestação defendia "soberania dos povos"

A mobilização começou por volta das 15h30, com a presença de estudantes, movimentos populares e apoiadores que defendem a “soberania dos povos” e criticam a ação norte-americana contra o governo venezuelano. 

Segundo os organizadores, o ato faz parte de uma rede de protestos que ocorrem também em Mossoró (Oeste potiguar), marcados para o fim da tarde desta segunda.

Entre as entidades participantes estão o Movimento Olga, a Correnteza Potiguar, o Movimento Luta de Classes e a Unidade Popular RN, que convocaram militantes e simpatizantes a se posicionarem contra o que consideram interferência dos Estados Unidos em assuntos de países latino-americanos.

O slogan do protesto em Natal — “Fora Trump da Venezuela e da América Latina” — também estampa cartazes e faixas carregadas pelos manifestantes, que denunciam o que chamam de “imperialismo” e “atentado à soberania venezuelana”.

Classificação Indicativa: Livre

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