Política
Publicado em 22/02/2026, às 12h38 Mayane Lins
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva afirmou que não participou da criação do desfile da escola Acadêmicos de Niterói, que o homenageou no Carnaval do Rio, e destacou que a apresentação retratou sua trajetória familiar, especialmente em homenagem à sua mãe.
O desfile, que narrou a vida de Lula desde sua infância até a presidência, resultou em um último lugar para a escola, que foi rebaixada do Grupo Especial do carnaval carioca em sua estreia na elite.
Após o desfile, novas representações foram protocoladas no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) contra Lula, alegando propaganda eleitoral antecipada, enquanto o TSE já havia negado pedidos anteriores, e ainda não há data para o julgamento das novas ações.
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva afirmou neste domingo (22) que não teve participação na criação do desfile da escola Acadêmicos de Niterói, que levou para a Marquês de Sapucaí um enredo em sua homenagem no Carnaval do Rio de Janeiro. Questionado sobre críticas ao conteúdo da apresentação, Lula disse que não cabe a ele opinar sobre o desfile e destacou que foi apenas o homenageado.
“Eu não sou o carnavalesco, eu não fiz o samba-enredo, eu não cuidei dos carros alegóricos”, afirmou o presidente, ao reforçar que não participou da concepção artística. Lula também disse que vê o enredo como uma homenagem maior à mãe, Dona Lindu, por retratar a trajetória familiar desde o Nordeste até a mudança para São Paulo, e afirmou que pretende agradecer pessoalmente à agremiação.
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Na avenida, a Acadêmicos de Niterói apresentou uma narrativa sobre a vida de Lula, da infância no Nordeste à migração, o período como torneiro mecânico, a atuação sindical e a chegada à Presidência. Na apuração, a escola terminou em último lugar e foi rebaixada do Grupo Especial no ano em que estreou na elite do carnaval carioca.
A homenagem também chegou à Justiça Eleitoral. Depois do desfile, PL e Missão protocolaram novas representações no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) contra o presidente Lula. Com isso, o caso passou a somar quatro ações na Corte: duas apresentadas antes da apresentação — uma pelo Novo e outra pelo Missão — e outras duas depois que a escola foi para a avenida. Além dessas, há registro de outras iniciativas semelhantes em diferentes instâncias do Judiciário.
No dia 12 de fevereiro, o TSE negou os dois primeiros pedidos liminares, sob o argumento de que não seria possível avaliar previamente um fato que ainda não havia acontecido, sem afastar a possibilidade de análise posterior.
Nas novas petições, o Missão sustenta que o samba-enredo pode configurar propaganda eleitoral antecipada e pede multa, além de restrições ao uso de imagens do desfile em redes sociais e campanhas. Já o PL entrou com pedido de produção antecipada de provas, levantando a hipótese de abuso de poder político e econômico e solicitando informações sobre gastos e recursos envolvidos — incluindo despesas com hospedagem e deslocamento de autoridades e o tempo de exposição das imagens em TV aberta.
O pedido foi encaminhado ao corregedor-geral da Justiça Eleitoral, ministro Antônio Carlos Ferreira, e ainda não há data definida para julgamento das novas representações.
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