Política

Lula fica surpreso com número de famílias sem banheiro no Brasil e cobra atuação de gestores: "Que tipo de governantes que nós somos?"

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Presidente Lula destaca a realidade de milhões de brasileiros sem banheiro e pede responsabilidade dos gestores públicos brasileiros  |   BNews RN - Divulgação Reprodução internet
Redação

por Redação

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Publicado em 01/07/2026, às 10h35



A falta de saneamento básico continua sendo uma realidade para milhões de brasileiros e voltou ao centro do debate nacional nesta semana.

Durante um discurso, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva afirmou ter sido surpreendido ao tomar conhecimento de que cerca de quatro milhões de famílias ainda vivem em residências sem banheiro, cenário que classificou como incompatível com o desenvolvimento do país.

Ao comentar os dados, o chefe do Executivo disse que imaginava que esse tipo de deficiência estrutural já tivesse sido superado e fez um apelo para que União, estados e municípios ampliem os investimentos em infraestrutura básica.

Presidente cobra responsabilidade de gestores

Lula afirmou que ficou perplexo ao ser informado sobre o tamanho do déficit e questionou o papel dos gestores públicos diante da permanência desse problema.

Quatro milhões de famílias sem banheiro. Eu fiquei pensando: será que é esse o Brasil de que eu sou presidente? Tanta coisa que a gente faz e tem quatro milhões e meio de famílias sem banheiro? Que tipo de governante nós somos? Que tipo de governadores nós temos? Que tipo de prefeitos nós temos?", declarou.

Dados foram apresentados por integrantes do governo

Segundo o presidente, a informação foi repassada por ministros durante discussões sobre políticas públicas voltadas à melhoria das condições de moradia no país.

Lula afirmou que acreditava que esse tipo de carência já tivesse sido praticamente eliminado, mas reconheceu que a situação ainda afeta milhões de brasileiros em diferentes regiões.

Ausência de banheiro reflete déficit de saneamento

A falta de banheiro dentro das residências é considerada um dos principais indicadores da precariedade do saneamento básico.

Especialistas destacam que a ausência dessa estrutura compromete a saúde pública, favorece a disseminação de doenças, reduz a qualidade de vida e evidencia desigualdades sociais históricas.

Esgoto a céu aberto no Complexo de Favelas da Maré, na Zona Norte do Rio. Quase metade das moradias do país possuem algum tipo de privação de saneamento básico. Foto: Fernando Frazão/Agência Brasil
Esgoto a céu aberto no Complexo de Favelas da Maré, na Zona Norte do Rio. Quase metade das moradias do país possuem algum tipo de privação de saneamento básico. Foto: Fernando Frazão/Agência Brasil

O que é considerado saneamento básico?

O saneamento básico compreende um conjunto de serviços essenciais para garantir saúde, higiene e qualidade de vida à população; como:

  • Abastecimento de água potável;
  • Coleta e tratamento de esgoto;
  • Limpeza urbana e manejo de resíduos sólidos;
  • Drenagem e manejo das águas pluviais.

A ampliação desses serviços é apontada como uma das principais estratégias para reduzir doenças, promover dignidade e melhorar os indicadores sociais no Brasil.

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