Política

Lula dispara nos gastos com propaganda e supera em mais de 2x despesas de Bolsonaro antes da eleição

Foto: Ricardo Stuckert/PR
O governo Lula empenhou R$ 520 milhões em publicidade no primeiro semestre de 2026, mais que o dobro do registrado em 2022  |   BNews RN - Divulgação Foto: Ricardo Stuckert/PR
Giovana Gurgel

por Giovana Gurgel

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Publicado em 30/06/2026, às 13h43



O governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) empenhou R$ 520 milhões em publicidade institucional durante o primeiro semestre de 2026, mais que o dobro dos R$ 213,5 milhões registrados no mesmo período de 2022, último ano eleitoral do governo de Jair Bolsonaro (PL).

O levantamento, divulgado pela Folha de S.Paulo nesta terça-feira (30), considera os valores empenhados na ação orçamentária destinada principalmente às campanhas da Secretaria de Comunicação Social (Secom), corrigidos pela inflação.

O crescimento das despesas ocorre às vésperas do período de restrição imposto pela legislação eleitoral, que determina a suspensão da propaganda institucional a partir de 4 de julho. A exceção é para campanhas classificadas como de grave e urgente necessidade pública.

Em nota, a Secom afirmou que todos os gastos respeitam os limites previstos na legislação eleitoral. O órgão também declarou que comparações entre governos precisam levar em conta as características de cada gestão, além das políticas públicas e das campanhas de utilidade pública executadas.

Campanhas milionárias 

Entre as ações com maior volume de recursos está a campanha "Conectando entregas e futuro", que recebeu previsão de R$ 150 milhões. Outra iniciativa de destaque trata do fim da escala 6x1, com custo estimado de R$ 80 milhões.

Também está entre as maiores despesas a divulgação da nova edição do programa Desenrola Brasil, para a qual foram destinados R$ 45 milhões. Além disso, o governo reservou aproximadamente R$ 7,6 milhões para pesquisas de opinião voltadas à comunicação institucional, segundo a reportagem.

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Gastos 

As despesas com publicidade também passaram a ser questionadas na Justiça. Na última semana, o Partido Liberal acionou o Tribunal Superior Eleitoral (TSE) solicitando a suspensão das campanhas publicitárias do governo federal. A legenda argumenta que o Executivo teria ultrapassado o limite legal de gastos com publicidade durante o primeiro semestre do ano eleitoral.

O processo está sob relatoria do ministro André Mendonça. Até o momento, não há decisão definitiva sobre o pedido apresentado pela legenda.

Além da ação no TSE, a Justiça Federal determinou a suspensão da campanha nas redes sociais sobre o fim da escala 6x1, em decisão tomada após ação movida pelo deputado Carlos Jordy (PL-RJ). O governo informou que apresentará os esclarecimentos técnicos e jurídicos no processo.

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