Política

Lei aprovada pela ALRN destrava carcinicultura no RN com regra mais flexível

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A nova legislação, sancionada por Fátima Bezerra, visa modernizar a carcinicultura e facilitar o licenciamento ambiental no RN  |   BNews RN - Divulgação Reprodução/Assessoria Assembleia Legislativa
Giovana Gurgel

por Giovana Gurgel

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Publicado em 22/01/2026, às 13h27



A governadora Fátima Bezerra sancionou uma lei que atualiza as normas da carcinicultura no Rio Grande do Norte, promovendo mudanças consideradas estratégicas para o setor produtivo. A proposta foi aprovada pela Assembleia Legislativa do Rio Grande do Norte (ALRN) antes de seguir para sanção.

De autoria do deputado estadual Hermano Morais, ainda cotado como Partido Verde (PV), a matéria moderniza a Lei Estadual nº 9.978/2015, que trata do Desenvolvimento Sustentável da Carcinicultura no estado, adequando a legislação local às normas ambientais já em vigor no país.

Na prática, a atualização passa a classificar como de pequeno porte os empreendimentos de carcinicultura com até 15 hectares de área produtiva, garantindo a esses produtores o acesso ao licenciamento ambiental simplificado, um procedimento mais ágil e com menor carga burocrática.

Menos burocracia e mais segurança jurídica

A mudança corrige divergências legais que vinham gerando insegurança jurídica e entraves administrativos, sobretudo para os produtores de menor porte, que enfrentavam dificuldades para regularizar suas atividades.

Além disso, a nova redação fortalece a Política de Interiorização da Carcinicultura, ao estimular a expansão da atividade no interior do Rio Grande do Norte de forma sustentável, conciliando desenvolvimento econômico e responsabilidade ambiental.

Sobre o setor

Carcinicultura é a atividade de criação comercial de camarões em cativeiro, considerada um dos principais segmentos da aquicultura, a produção de organismos aquáticos, com finalidade alimentar e econômica.

A prática envolve tanto espécies de água salgada quanto de água doce, desenvolvidas em sistemas que variam de viveiros escavados a tanques de manejo mais controlado, gerando valor nutricional e impacto direto na economia local.

Apesar da relevância produtiva, a atividade também apresenta desafios ambientais, como o risco de desmatamento de manguezais, especialmente em regiões nordestinas.

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