Política

"Lado errado": Flávio Bolsonaro dispara contra Lula e repudia apoio do Brasil ao regime do Irã

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Flávio Bolsonaro argumenta que a política externa brasileira deve priorizar aliados atacados e não ser complacente com o terrorismo.  |   BNews RN - Divulgação Foto: reprodução internet
Ranyere Fonseca

por Ranyere Fonseca

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Publicado em 01/03/2026, às 18h12



O senador Flávio Bolsonaro criticou a política externa do governo Lula, especialmente o apoio ao Irã, em meio a uma escalada militar na região após a morte do líder supremo Ali Khamenei, afirmando que o Brasil se posiciona no 'lado errado' do conflito.

Bolsonaro enumerou acusações contra o regime iraniano, como o financiamento de organizações terroristas e a repressão interna, argumentando que o Brasil não deve legitimar um governo que promove instabilidade global.

A manifestação do senador reflete a oposição no Congresso, que busca desgastar a imagem de Lula, enquanto o governo ainda não respondeu diretamente às críticas, evidenciando um clima de tensão política.

Resumo gerado por IA

O senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) utilizou suas redes sociais neste domingo (1º) para publicar uma dura nota de repúdio à política externa do governo de Luiz Inácio Lula da Silva. O parlamentar criticou o que chamou de "apoio político inaceitável" do Brasil ao regime do Irã, especialmente em um momento de escalada militar sem precedentes na região, após ataques coordenados dos EUA e Israel que resultaram na morte do líder supremo Ali Khamenei.

Para o senador, o governo brasileiro está ignorando a natureza do regime iraniano ao adotar uma postura de neutralidade que, segundo ele, beira a complacência. Flávio afirmou que o Brasil se coloca no "lado errado" de um conflito grave ao não condenar as ações de Teerã.

Críticas ao regime 

Em sua nota, Flávio Bolsonaro enumerou uma série de acusações contra o governo iraniano para justificar sua oposição a qualquer diálogo amistoso do Brasil com o país. Ele citou o financiamento de organizações consideradas terroristas e o programa nuclear com fins militares como ameaças à estabilidade global.

"O Irã não é um ator neutro no cenário internacional. Trata-se de um governo que financia e apoia organizações terroristas, que grita publicamente 'morte à América' e que defende abertamente 'varrer Israel do mapa'", declarou o senador.

O parlamentar também mencionou a repressão interna no Irã, destacando a violência sistemática contra mulheres e opositores, práticas que são amplamente repudiadas por grande parte da comunidade internacional.

Solidariedade aos parceiros comerciais

Flávio Bolsonaro fez questão de registrar solidariedade aos Emirados Árabes Unidos e ao Reino do Bahrein, nações que possuem relações comerciais relevantes com o Brasil e que sofreram ataques ou ameaças da ditadura iraniana nas últimas horas.

Os principais pontos da nota de Flávio Bolsonaro

Crítica à neutralidade: afirma que o Brasil não deve legitimar um regime que promove instabilidade;

Interesse comercial: defende que o alinhamento brasileiro deveria priorizar países parceiros que foram atacados;

Prudência diplomática: sustenta que política externa exige clareza e que "contenção não pode significar apoio indireto ao terror".

Repercussão em Brasília

A manifestação de Flávio Bolsonaro ecoa o sentimento da ala de oposição no Congresso, que busca desgastar a imagem internacional de Lula, acusando o atual presidente de proximidade com ditaduras e regimes autoritários. Até o momento, o Palácio do Planalto e o Itamaraty não emitiram uma resposta direta às críticas do senador.

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