Política
O ex-governador do Distrito Federal, Ibaneis Rocha (MDB), anunciou nesta quarta-feira (8) que desistiu de disputar uma vaga no Senado nas eleições de 2026. A decisão foi confirmada pelo próprio político, que afirmou desejar se afastar da vida pública após dois mandatos consecutivos à frente do Governo do Distrito Federal.
Ibaneis havia deixado o cargo em março deste ano para cumprir o prazo de desincompatibilização exigido pela legislação eleitoral e viabilizar sua candidatura ao Senado. No entanto, informou que não pretende disputar qualquer outro cargo eletivo.
Ao explicar a decisão, o ex-governador afirmou que pretende priorizar a vida pessoal. "Estou completando 55 anos e quero cuidar da minha vida. Fiz a minha parte por Brasília e agora preciso cuidar de mim", declarou em mensagem enviada à TV Globo.
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A desistência acontece após meses de articulações políticas e de um período marcado pelo distanciamento entre Ibaneis e a atual governadora do Distrito Federal, Celina Leão (PP), que assumiu o comando do Executivo após sua saída.
Nos últimos meses, a relação entre os dois se desgastou em meio a críticas públicas sobre temas como a gestão da saúde e a crise envolvendo o Banco de Brasília (BRB). O ex-governador chegou a anunciar um rompimento político com o grupo da sucessora, que, por sua vez, passou a apoiar outras pré-candidaturas ao Senado, entre elas as de Michelle Bolsonaro (PL) e da deputada federal Bia Kicis (PL).
Com a decisão, Ibaneis também afirmou que não pretende disputar uma vaga na Câmara dos Deputados ou concorrer a qualquer outro cargo público. Segundo ele, "não precisa de mandato para ser feliz".
Natural de Corrente, no Piauí, Ibaneis construiu carreira como advogado em Brasília, onde presidiu a Ordem dos Advogados do Brasil no Distrito Federal (OAB-DF). Em 2018, venceu as eleições para o Governo do Distrito Federal e foi reeleito em primeiro turno em 2022.
Durante o segundo mandato, chegou a ser afastado temporariamente do cargo por decisão do ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), após os atos de 8 de janeiro de 2023, mas retornou posteriormente ao governo. Com a desistência da candidatura ao Senado, encerra, ao menos por enquanto, sua trajetória política iniciada há sete anos no Distrito Federal.
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