Política

Greta Thunberg diz que eleição de Flávio Bolsonaro seria "desastre para o planeta" e acusa Meta de interferência

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Greta Thunberg pede aos jovens brasileiros que votem com responsabilidade em defesa do clima e da Amazônia.  |   BNews RN - Divulgação Crédito: JOHANNA GERON / REUTERS
Ranyere Fonseca

por Ranyere Fonseca

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Publicado em 24/10/2026, às 10h23



A ativista ambiental sueca Greta Thunberg utilizou suas redes sociais na noite de sexta-feira (23) para fazer um apelo direto aos eleitores brasileiros às vésperas do segundo turno das eleições presidenciais. Em um vídeo que rapidamente ganhou repercussão, ela alertou que o resultado do pleito deste domingo (25) tem o potencial de determinar o futuro do clima e do meio ambiente em todo o mundo. A mensagem foi direcionada especialmente aos jovens, destacando a urgência de assumir a responsabilidade de defender o futuro do planeta e a soberania da região.

Durante seu pronunciamento, Thunberg adotou um tom incisivo ao avaliar os cenários políticos em disputa. Ela argumentou que a Amazônia, classificada por ela como a "alma da Terra", tem sido alvo de ameaças constantes e que uma eventual vitória do candidato Flávio Bolsonaro (PL) representaria um desastre absoluto para o planeta inteiro. Segundo a ativista, as políticas ambientais associadas a esse espectro político podem levar o ecossistema brasileiro a um ponto crítico e irreversível, comprometendo severamente os esforços globais de contenção das mudanças climáticas.

Além da pauta estritamente ambiental, o discurso da sueca abordou alegações de interferência externa no processo democrático sul-americano. Greta acusou a Meta — empresa de tecnologia responsável por plataformas como WhatsApp e Instagram — de manipular diretamente as eleições no Brasil. Ela inseriu essa denúncia em um contexto mais amplo, afirmando que a América Latina enfrenta uma nova onda de intervenção imperialista, sendo explorada por potências estrangeiras ligadas a figuras controversas da política internacional. Nesse cenário, citou nominalmente o ex-presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, e o primeiro-ministro israelense, Benjamin Netanyahu.

Quem é Greta Thunberg e seu histórico de ativismo

Greta Tintin Eleonora Ernman Thunberg tornou-se o rosto mais conhecido do ativismo climático global após iniciar, em 2018, protestos estudantis solitários em frente ao parlamento da Suécia. Na época, ela cobrava ações imediatas e concretas dos governantes para a redução das emissões de gases de efeito estufa. Sua iniciativa pessoal rapidamente inspirou o movimento "Fridays for Future" (Sextas-feiras pelo Futuro), mobilizando milhões de jovens em greves escolares coordenadas ao redor do mundo para exigir justiça climática e cumprimento dos acordos internacionais.

Desde o início de sua trajetória, a ativista tem participado ativamente das principais conferências da Organização das Nações Unidas (ONU) sobre o clima e de fóruns econômicos mundiais. Ela notabilizou-se internacionalmente por discursos contundentes, confrontando diretamente chefes de Estado e líderes corporativos. O posicionamento incisivo de Greta sobre as eleições no Brasil reflete a crescente internacionalização da pauta amazônica, que passou a ser tratada como um tema transversal e decisivo nas discussões sobre a preservação da biodiversidade global.

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