Política

Francisco do PT reage após fala de Luciano Huck e sai em defesa do Bolsa Família e Pé-de-Meia

Reprodução/Assessoria ALRN
Durante sessão na ALRN, deputado Francisco do PT defendeu que programas sociais são essenciais para a sobrevivência de milhões de brasileiros  |   BNews RN - Divulgação Reprodução/Assessoria ALRN
Giovana Gurgel

por Giovana Gurgel

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Publicado em 27/05/2026, às 13h29



O deputado estadual Francisco do PT rebateu, nesta quarta-feira (27), as críticas feitas pelo apresentador Luciano Huck ao Bolsa Família e afirmou, durante sessão na Assembleia Legislativa do Rio Grande do Norte (ALRN), que programas sociais garantem comida, remédio e permanência escolar para milhões de famílias em situação de vulnerabilidade.

Segundo o parlamentar, quem critica esse tipo de política pública desconhece a realidade de brasileiros que convivem diariamente com a fome e a insegurança financeira. A declaração de Huck aconteceu durante o 5º Fórum Esfera, realizado no Guarujá. Na ocasião, o apresentador afirmou que faltariam mecanismos para incentivar famílias a deixarem o Bolsa Família e sugeriu que beneficiários buscariam formas de continuar no programa.

Após a repercussão negativa, ele divulgou um vídeo alegando que sua fala havia sido retirada de contexto e defendeu aperfeiçoamentos nas políticas sociais com apoio de tecnologia e inteligência artificial.

Na tribuna, Francisco afirmou que grande parte dos beneficiários utiliza os recursos para despesas básicas, como alimentação e compra de medicamentos. O deputado declarou ainda que muitas pessoas que atacam os programas sociais jamais enfrentaram dificuldades extremas e, por isso, não compreendem o que significa não saber se haverá café da manhã, almoço ou jantar dentro de casa.

Programas sociais 

Durante o pronunciamento, o parlamentar também destacou o programa Pé-de-Meia, criado pelo Governo Federal para incentivar estudantes do ensino médio da rede pública a permanecerem na escola e concluírem os estudos. Em 2026, o programa prevê pagamento de R$ 200 pela matrícula, além de até oito parcelas de R$ 225 vinculadas à frequência escolar.

A iniciativa ainda garante um bônus anual de R$ 1 mil ao estudante aprovado ao fim de cada ano letivo, valor liberado apenas após a conclusão do ensino médio. Também está previsto um incentivo adicional de R$ 200 para alunos que participarem dos dois dias do Exame Nacional do Ensino Médio (ENEM).

Já o Bolsa Família atende famílias inscritas no Cadastro Único com renda mensal de até R$ 218 por pessoa. O programa mantém valor mínimo de R$ 600 por família e oferece benefícios adicionais conforme a composição familiar, incluindo R$ 150 por criança de até seis anos e R$ 50 para gestantes, nutrizes, crianças e adolescentes entre sete e 18 anos incompletos. As famílias também precisam cumprir exigências nas áreas de saúde e educação.

Deputado cita experiência pessoal

Francisco afirmou que os críticos dos programas sociais costumam elogiar modelos adotados em países desenvolvidos, como os Estados Unidos e nações europeias, mas ignoram que esses locais também possuem políticas públicas de proteção social voltadas às populações vulneráveis.

O deputado declarou ainda que os recursos recebidos pelos beneficiários não são destinados a investimentos financeiros ou especulação econômica, mas à sobrevivência básica. Segundo ele, caso programas semelhantes existissem durante sua infância e adolescência, muitas dificuldades enfrentadas por sua família poderiam ter sido amenizadas.

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