Política
O deputado Francisco do PT apoia a indicação de Cadu Xavier para um mandato tampão no governo do Rio Grande do Norte, caso a governadora Fátima Bezerra e o vice Walter Alves renunciem em 2026, destacando a preparação e experiência de Cadu para o cargo.
As especulações sobre a renúncia surgem em função da pré-candidatura de Fátima ao Senado, e Francisco observa que, até o momento, Walter Alves não confirmou sua decisão sobre assumir o governo, o que torna a discussão sobre renúncia uma mera hipótese.
Se as renúncias se concretizarem, a escolha do novo governador deve ocorrer por meio de eleição indireta na Assembleia Legislativa, com Cadu sendo o nome preferido do PT, enquanto a situação fiscal do estado é considerada melhor do que em 2019, quando Fátima assumiu.
O deputado estadual Francisco do PT endossou a sugestão feita pelo deputado federal Fernando Mineiro (PT) para que o secretário estadual da Fazenda, Cadu Xavier (PT), seja o escolhido pela Assembleia Legislativa em um eventual processo de eleição indireta para assumir um mandato tampão no Governo do Rio Grande do Norte em 2026.
A possibilidade foi levantada diante das especulações sobre uma dupla renúncia da governadora Fátima Bezerra (PT) e do vice-governador Walter Alves (MDB) no próximo ano.
Ao comentar o tema nesta quarta-feira (10), Francisco elogiou a atuação de Cadu dentro da gestão estadual e disse que ele reúne condições técnicas e políticas para assumir o comando do Executivo potiguar, caso o cenário se confirme.
O secretário Cadu preenche todos os requisitos, na minha opinião, para dar continuidade ao governo da professora Fátima Bezerra. Inclusive pelo fato de ele estar no governo desde a transição. Ele reúne todas as condições necessárias para ser governador, seja através da eleição direta ou indireta. Cadu é um nome super preparado para assumir qualquer desafio”, declarou.
Francisco reforça que Walter Alves não anunciou decisão e critica especulações
Apesar do apoio ao nome de Cadu, Francisco lembrou que Walter Alves ainda não confirmou se pretende ou não assumir o governo em abril de 2026, quando Fátima deve renunciar para concorrer ao Senado.
Até onde eu sei, oficialmente é isso que está valendo: Fátima é pré-candidata ao Senado e renuncia, e Walter assume. Eu desconheço qualquer pronunciamento oficial do vice-governador sobre não assumir o governo”, afirmou.
O deputado destacou que, enquanto não houver manifestação pública de Walter, qualquer discussão sobre renúncia deve ser tratada como hipótese.
Deputado considera “louvável” proposta de Mineiro caso renúncias se confirmem
Se a renúncia de Fátima e a eventual desistência de Walter se concretizarem, Francisco vê como positiva a articulação para que Cadu Xavier seja o candidato governista ao mandato tampão, reforçando que o nome do secretário é bem avaliado internamente e tem experiência no núcleo econômico do governo.
Entenda o que está em debate
As especulações surgiram porque, caso Fátima renuncie para disputar o Senado e Walter Alves opte por não assumir o governo, uma vacância dupla seria configurada.
O Supremo Tribunal Federal (STF) estabelece que, nesse cenário, deve haver nova eleição para governador, direta ou indireta, para escolher quem ocupará o cargo até 31 de dezembro de 2026.
Modelo provável: eleição indireta
No RN, a tendência é que a escolha ocorra por meio de eleição indireta na Assembleia Legislativa, com voto dos 24 deputados estaduais.
Proposta de Mineiro
Mineiro defende que o nome indicado pelo PT seja Cadu Xavier, embora qualquer cidadão potiguar que cumpra os requisitos constitucionais possa concorrer.
Quem assumiria até a eleição
Antes da escolha do novo governador:
Presidente da Assembleia, atualmente Ezequiel Ferreira (PSDB), assume interinamente.
Se ele recusar, o cargo passa ao presidente do Tribunal de Justiça, hoje o desembargador Ibanez Monteiro.
Situação fiscal volta ao centro do debate
Um dos pontos que alimentam as especulações sobre a posição de Walter Alves é o quadro fiscal do Estado. Francisco, no entanto, afirma que o cenário atual é menos difícil do que o encontrado por Fátima em 2019.
Não há nenhum dado que indique que o Rio Grande do Norte esteja pior do que quando a governadora assumiu. Todos os indicadores são melhores em todos os aspectos. Não temos salário atrasado”, declarou.
O deputado garantiu que nem o governo nem o PT têm interesse em deixar uma “bomba fiscal” para o sucessor, seja Walter ou Cadu.
“Tem problemas fiscais, claro, todos conhecem. Mas a situação é muito menos difícil do que quando Fátima assumiu o Estado”, finalizou.
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