Política

Ex-presidente do Paraguai, Santiago Peña, é preso em Assunção após impeachment

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Santiago Peña, ex-presidente do Paraguai, foi preso em casa após impeachment, acusado de lesão de confiança e tráfico de influência.  |   BNews RN - Divulgação Foto: EPA
Ranyere Fonseca

por Ranyere Fonseca

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Publicado em 07/11/2026, às 11h59



O ex-presidente do Paraguai Santiago Peña foi preso preventivamente em regime domiciliar nesta sexta-feira (6), logo após a conclusão da sessão do Senado que oficializou a perda de seu mandato por impeachment. A ordem de detenção foi expedida por um grupo de quatro promotores do Ministério Público paraguaio, que investigam o ex-mandatário por suspeitas de crimes como lesão de confiança, tráfico de influência e administração para proveito próprio no âmbito do escândalo financeiro envolvendo o Ueno Bank. A polícia federal do país cumpriu o mandado na residência de Peña assim que o rito de destituição foi encerrado na capital paraguaia.

A investigação contra o ex-presidente ganhou novo fôlego após a apresentação de uma denúncia ampliada por parlamentares, detalhando conexões e potenciais conflitos de interesse entre Peña, seu círculo próximo e o conglomerado controlador da instituição financeira digital, cujo colapso congelou depósitos de milhões de correntistas e gerou intensa comoção popular no país.

Veja também: Senado do Paraguai inicia impeachment de Santiago Peña após crise em banco digital; entenda por que processo avança mesmo após renúncia

Documentos anexados ao processo apontam ainda supostas falhas de supervisão do Banco Central do Paraguai (BCP) e o direcionamento de recursos públicos de entidades binacionais e previdenciárias para o banco afetado. Com a cassação e afastamento definitivo, o vice-presidente Pedro Alliana assumiu a chefia do Executivo nacional.

Desdobramentos judiciais 

A prisão de Santiago Peña marca um capítulo sem precedentes na crise institucional paraguaia, colocando sob escrutínio as relações entre o poder público e o sistema financeiro privado.

  • Prisão domiciliar: medida cautelar foi cumprida por agentes da polícia federal na residência do ex-presidente logo após a votação no Senado.

  • Acusações formais: investigações preliminares do Ministério Público apontam crimes de lesão de confiança, tráfico de influência e administração para proveito próprio.

  • Escândalo financeiro: desdobramentos decorrem do colapso do Ueno Bank e de supostos conflitos de interesse na gestão de depósitos públicos.

  • Sucessão presidencial: vice-presidente Pedro Alliana tomou posse imediata no cargo após a conclusão do processo de destituição.

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