Política

Esquema contra aposentados: Justiça bloqueia R$ 562 milhões de sindicato ligado a irmão de Lula

Reprodução internet
Sindicato Nacional dos Aposentados é acusado de fraudes em acordos com o INSS, com movimentações financeiras suspeitas  |   BNews RN - Divulgação Reprodução internet
BNews Natal

por BNews Natal

[email protected]

Publicado em 11/03/2026, às 08h59



A Justiça Federal determinou o bloqueio de R$ 562,4 milhões do Sindicato Nacional dos Aposentados, Pensionistas e Idosos da Força Sindical, que está sob investigação por suposto desvio de recursos de aposentados e pensionistas em conluio com o INSS.

As investigações revelaram movimentações financeiras que superam R$ 2,5 bilhões, com indícios de que o sindicato e seu presidente, Milton Cavalo, teriam recebido e ocultado recursos de forma irregular, comprometendo o erário.

O bloqueio visa garantir recursos para eventual ressarcimento a aposentados e aos cofres públicos, enquanto a investigação prossegue e os envolvidos poderão apresentar defesa no processo.

Resumo gerado por IA

Justiça manda bloquear mais de R$ 562 milhões de sindicato investigado pela CPMI do INSS

Uma decisão da Justiça Federal determinou o bloqueio de R$ 562,4 milhões em recursos ligados ao Sindicato Nacional dos Aposentados, Pensionistas e Idosos da Força Sindical (Sindnapi), entidade que está sob investigação no Congresso Nacional.

A medida foi assinada pelo juiz José Márcio da Silveira e Silva, titular da 7ª Vara Cível da Seção Judiciária do Distrito Federal, e também alcança o presidente da entidade, Milton Baptista de Souza Filho, conhecido como “Milton Cavalo”.

O caso ganhou repercussão política porque o vice-presidente do sindicato é o sindicalista José Ferreira da Silva, o Frei Chico, irmão do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT).

Investigação aponta desvio bilionário envolvendo aposentados

De acordo com o processo, o sindicato é investigado por suposto envolvimento em um esquema de desvio de recursos de aposentados e pensionistas, por meio de acordos firmados com o Instituto Nacional do Seguro Social (INSS).

Segundo a decisão judicial, há indícios de que o sindicato teria atuado de forma estruturada para receber e ocultar recursos obtidos de forma irregular.

A própria decisão traz um trecho detalhando a suspeita apresentada pelos autores da ação:

Alegam os autores (INSS) que a pessoa jurídica demandada (Sindnapi), em conluio com a pessoa física a ela vinculada (Milton Cavalo), atuou de maneira estruturada no recebimento e na dissimulação de recursos financeiros indevidamente desviados de aposentados e pensionistas mediante celebração fraudulenta de acordos de cooperação técnica com o INSS”.

Movimentação investigada supera R$ 2,5 bilhões

O magistrado também destacou que as investigações identificaram movimentações financeiras de grande volume, incompatíveis com a renda declarada pelos envolvidos.

Segundo a decisão, os valores analisados pelas autoridades ultrapassam R$ 2,5 bilhões.

“A movimentação financeira objeto das apurações atinge valores expressivos (R$ 2.567.083.470,44), tendo sido identificado incremento patrimonial incompatível dos agentes envolvidos, mediante ocultação e simulação patrimonial, em evidente prejuízo ao erário”.

A expressão “incremento patrimonial incompatível” é utilizada quando autoridades identificam crescimento de patrimônio que não corresponde à renda oficialmente declarada.

Documentos enviados ao INSS levantaram suspeitas

Outro ponto citado na decisão envolve documentos encaminhados pelo sindicato ao INSS.

De acordo com a Justiça, arquivos apresentados como comprovação de autorização dos aposentados para os descontos foram criados apenas em junho e julho de 2024.

Isso teria ocorrido após o próprio INSS solicitar a comprovação da autorização dos beneficiários, o que levantou suspeitas sobre a autenticidade dos documentos apresentados.

Bloqueio de bens busca garantir ressarcimento

O bloqueio de R$ 562,4 milhões tem como objetivo preservar recursos que possam ser utilizados para eventual ressarcimento de prejuízos causados a aposentados, pensionistas e aos cofres públicos.

A investigação continua em andamento e os envolvidos ainda terão espaço para apresentar defesa no decorrer do processo.

Classificação Indicativa: Livre

Facebook Twitter WhatsApp


Whatsapp floating

Receba as notificações pelo Whatsapp

Quero me cadastrar Close whatsapp floating