Política

Efeito Lula reeleito: dólar dispara e mercado cobra respostas para o futuro da economia

Imagem Efeito Lula reeleito: dólar dispara e mercado cobra respostas para o futuro da economia
O primeiro pregão após a vitória de Lula mostra forte alta do dólar, refletindo a cautela dos investidores e a busca por proteção  |   BNews RN - Divulgação
Elí Bernardo

por Elí Bernardo

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Publicado em 26/10/2026, às 13h10



A vitória de Lula neste domingo (26) na Eleições 2026 trouxe reações imediatas do mercado financeiro na manhã desta segunda-feira (26).

A resposta veio com intensa volatilidade no primeiro pregão comercial no Brasil após a confirmação da reeleição do presidente Luiz Inácio Lula da Silva.

A moeda americana já abriu as negociações do dia em forte alta, ultrapassando com facilidade o patamar de R$ 5,40 e registrando valorização ao redor de 8% em relação ao encerramento da última semana. 

Na máxima desta segunda, chegou a R$ 5,6048. O movimento reflete o ajuste rápido das posições dos investidores diante do resultado do pleito nacional.

A disparada da divisa acontece em um cenário de busca por proteção e repaginação de carteiras por parte dos agentes econômicos. O mercado futuro já dava forte sinal da pressão sobre o real desde a madrugada, acompanhando a queda dos fundos de ativos brasileiros negociados no exterior. 

A reação foi diretamente impulsionada pela mudança em relação a parte das expectativas que previam uma disputa mais acirrada ou vitória da oposição, aliada a receios sobre a condução da política fiscal no próximo mandato.

Os analistas e economistas destacam que o principal fator de cautela entre os investidores está na trajetória das contas públicas e nas sinalizações para as metas fiscais nos próximos anos. A perspectiva de manutenção ou ampliação de gastos do governo gera temores de inflação mais persistente, o que acaba reduzindo o espaço para novos cortes na taxa básica de juros e eleva o risco-país, pressionando diretamente o câmbio.

Diante desse cenário, especialistas preveem um período de maior oscilação para os ativos domésticos ao longo dos próximos dias na Bolsa e no mercado cambial. O comportamento do dólar e dos juros nos próximos meses vai depender fundamentalmente dos anúncios oficiais da equipe econômica e dos primeiros acenos do governo reeleito em relação ao rigor fiscal e às reformas estruturais.

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