Política

Disputa pelo Governo do RN: bastidores e estratégias marcam a pré-campanha dos principais candidatos

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Veja como Álvaro Dias, Allyson Bezerra e Cadu Xavier se movimentam na pré-campanha em cenário de empate técnico  |   BNews RN - Divulgação Reprodução/Internet

Publicado em 14/04/2026, às 10h43   Malu Machado



Mesmo sem a oficialização das candidaturas, o cenário político para as eleições de outubro de 2026 no Rio Grande do Norte já começa a se desenhar com nitidez. 

A movimentação de pré-candidatos em diferentes regiões do estado indica que a disputa pelo Palácio de Despachos se concentra, hoje, em três nomes principais: Álvaro Dias (Republicanos), Allyson Bezerra (União Brasil) e Carlos Eduardo "Cadu" Xavier (PT).

Conforme levantamento do portal Novo Notícias, os políticos intensificaram agendas públicas e visitas a municípios para consolidar bases, além de ampliarem a presença nas redes sociais com trocas de farpas e críticas diretas.

Perfis e alianças

  • Álvaro Dias (Direita): O nome mais experiente da disputa. Médico e ex-prefeito de Natal (2018-2024), conta com o apoio do polo bolsonarista, incluindo a "bênção" do senador Flávio Bolsonaro. Sua candidatura é articulada pelo senador Rogério Marinho e pelo atual prefeito da capital, Paulinho Freire. Nas redes, busca nacionalizar sua imagem empunhando a bandeira do RN.
  • Cadu Xavier (Esquerda): Ex-secretário estadual da Fazenda, foi escolhido pela governadora Fátima Bezerra para a sucessão, com aval do presidente Lula. Embora sem histórico em cargos eletivos, aposta em seu perfil técnico, inovador e no bom trânsito com o empresariado para defender o legado petista de oito anos.
  • Allyson Bezerra (Centro): Aos 33 anos, o ex-prefeito de Mossoró e servidor federal busca o diálogo fora da polarização ideológica. Com formação em Engenharia Civil, adota uma estratégia de interiorização massiva, utilizando forte presença digital para se conectar com os 167 municípios do estado.

Empate técnico e guerra digital

Pesquisa recente do Instituto Veritá aponta um cenário de equilíbrio total. No levantamento estimulado (votos válidos), Allyson Bezerra lidera com 29,6%, seguido de perto por Álvaro Dias (27,5%) e Cadu Xavier (26,6%).

 No cenário estimulado, quando os nomes são apresentados ao eleitor, Allyson, Cadu e Álvaro aparecem tecnicamente empatados. Gráfico: Veritá Eleições
No cenário estimulado, quando os nomes são apresentados ao eleitor, Allyson, Cadu e Álvaro aparecem tecnicamente empatados. Gráfico: Veritá Eleições

A disputa também ferve no campo digital. Allyson lidera o ranking do Instagram com 369 mil seguidores, seguido por Álvaro (120 mil) e Cadu (39 mil). 

Enquanto Bezerra foca na campanha "167 razões RN", Dias e Xavier protagonizam embates diretos. Álvaro critica severamente a gestão Fátima em áreas como saúde e educação, enquanto Cadu rebate classificando as falas como "show de horrores" e acusando o rival de espalhar desinformação.

Regras da Pré-Campanha: o que é permitido?

Embora o calendário oficial de propaganda eleitoral só tenha início em 16 de agosto, os pré-candidatos já circulam intensamente pelo Rio Grande do Norte. Contudo, essa movimentação deve respeitar as normas da Justiça Eleitoral, fundamentadas na Lei das Eleições (9.504/1997) e nas resoluções vigentes do Tribunal Superior Eleitoral (TSE).

Nesta fase, os postulantes possuem liberdade para conceder entrevistas, participar de debates, eventos e expor suas plataformas e visões políticas. O limite fundamental, entretanto, é a proibição de pedidos explícitos de voto, o que inclui o uso de termos ou expressões que sugiram claramente essa solicitação.

Confira os principais pontos da legislação para este período:

  • Internet e redes sociais: é livre a manifestação de opiniões políticas e a divulgação de ações, desde que dentro dos parâmetros legais.
  • Conteúdo pago: o impulsionamento de publicações nas plataformas digitais é permitido, contanto que seja contratado diretamente com as empresas, mantenha a transparência nos gastos e não contenha pedido de voto.
  • Rádio e TV: é terminantemente proibida a veiculação de propaganda paga nestes meios antes do prazo oficial. Além disso, as emissoras não podem transmitir prévias partidárias ao vivo, ficando restritas apenas à cobertura jornalística dos fatos.

O desrespeito a essas diretrizes pode gerar multas que variam de R$ 5 mil a R$ 25 mil - ou o valor correspondente ao custo da propaganda irregular, caso este seja superior. As punições podem atingir tanto quem realizou a divulgação quanto o pré-candidato beneficiado, desde que comprovado o seu conhecimento prévio.

Classificação Indicativa: Livre

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