Política

Dino cobra explicações sobre viagem de Mario Frias ao exterior após deputado “sumir” de intimações do STF

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Câmara afirma que pedidos de missão internacional de Mario Frias não foram autorizados oficialmente, complicando a situação  |   BNews RN - Divulgação Reprodução: Câmara dos Deputados
Jussier Lucas

por Jussier Lucas

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Publicado em 20/05/2026, às 19h32



O ministro Flávio Dino, do Supremo Tribunal Federal (STF), determinou nesta quarta-feira (20) que a Câmara dos Deputados esclareça detalhes sobre a viagem internacional do deputado federal Mario Frias (PL-SP). O magistrado deu prazo de 48 horas para que a Casa informe dados sobre a missão oficial do parlamentar no exterior.

O pedido foi encaminhado ao presidente da Câmara, Hugo Motta, após sucessivas tentativas frustradas de intimar o deputado em uma ação que investiga o envio de emendas parlamentares para organizações não governamentais ligadas à produção de um filme sobre o ex-presidente Jair Bolsonaro.

Segundo o STF, há mais de um mês oficiais de Justiça tentam localizar Mario Frias sem sucesso. O parlamentar está no Bahrein desde a semana passada, em viagem organizada pela embaixada do país, com o objetivo de fortalecer relações bilaterais entre Brasil e o reino do Oriente Médio.

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De acordo com informações da própria Câmara dos Deputados, Frias apresentou dois pedidos de missão internacional sem custos para a Casa Legislativa. Um deles previa viagem ao Bahrein entre os dias 12 e 18 de maio.

O segundo incluía agenda em Dallas, nos Estados Unidos, entre os dias 19 e 21 de maio. Nenhum dos pedidos, porém, teria sido autorizado oficialmente.

A situação ganhou repercussão após o STF registrar dificuldades para intimar o deputado. Na terça-feira (19), foi revelado que o endereço informado pela Câmara ao Supremo não pertence mais ao parlamentar há cerca de dois anos.

Além disso, o gabinete de Mario Frias informou ao oficial de Justiça apenas que o deputado estava em missão internacional, sem previsão de retorno ao Brasil.

A investigação conduzida por Flávio Dino apura o destino de cerca de R$ 2 milhões em emendas parlamentares encaminhadas ao Instituto Conhecer Brasil, ONG presidida por Karina Ferreira da Gama, apontada como produtora do filme “Dark Horse”, cinebiografia de Jair Bolsonaro.

Segundo a ação apresentada pela deputada Tabata Amaral (PSB-SP), os recursos teriam sido destinados por Mario Frias à entidade ligada à produção audiovisual.

Na última sexta-feira (15), Dino determinou a abertura de uma apuração preliminar sobre o caso para investigar possíveis irregularidades envolvendo recursos públicos e organizações associadas à produtora do filme.

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