Política
O Supremo Tribunal Federal (STF) enfrenta seu pior momento de popularidade desde o início da série histórica da pesquisa Genial/Quaest, em 2022. Segundo os dados divulgados neste domingo (19), a desconfiança da população em relação à Corte atingiu um patamar recorde, superando a marca de 50% pela primeira vez.
De acordo com o levantamento realizado entre os dias 10 e 13 de abril, 53% dos brasileiros afirmam não confiar no STF. Em contrapartida, o índice de confiança caiu para 41%. Para efeito de comparação, em 2022, o cenário era inverso: 56% dos entrevistados declaravam confiar no tribunal. A "virada" na percepção popular consolidou-se entre o segundo semestre de 2025 e o início deste ano.
A rejeição ao STF não é uniforme pelo país, mas é acentuada em regiões de grande peso político. O Sul lidera o índice de desconfiança com 62%, seguido pelo Sudeste com 59%. No Nordeste, embora os índices sejam historicamente mais equilibrados, a tendência de queda na aprovação também acompanha o movimento nacional.
O fator financeiro também pesa: entre os brasileiros com renda superior a cinco salários mínimos, a desconfiança chega a 60%. Já na base da pirâmide (até dois salários mínimos), há um empate técnico, com 47% de desconfiança contra 45% de confiança.
Os números da Quaest ecoam outro levantamento recente da AtlasIntel, que foi ainda mais rigoroso, apontando que a desconfiança no STF já teria atingido 60% em março. O desgaste da Corte é atribuído por analistas políticos ao aumento da polarização, decisões monocráticas polêmicas e o embate direto com o Legislativo em temas de grande repercussão social.
A pesquisa Genial/Quaest ouviu 2.004 pessoas presencialmente e possui margem de erro de dois pontos percentuais. O levantamento está registrado no TSE sob o número BR-09285/2026.
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