Política
Publicado em 10/01/2026, às 18h14 Mayane Lins
A primeira-dama Janja da Silva e o presidente Luiz Inácio Lula da Silva publicaram um vídeo na Restinga da Marambaia, onde Lula usou a metáfora das ondas do mar para promover a união entre direita e esquerda, buscando reduzir preconceitos políticos.
Durante a semana de recesso, Lula e Janja estiveram em uma área militar restrita, que já serviu como local de descanso para outros presidentes, e o presidente retornou à agenda pública no dia 7 de janeiro.
Após as férias, Lula assinou a exoneração de Ricardo Lewandowski do Ministério da Justiça, que não conseguiu avançar com a PEC da Segurança Pública, e há indícios de que o governo planeja dividir a pasta em dois ministérios.
A primeira-dama Janja da Silva publicou nas redes sociais um vídeo em que aparece ao lado do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) na Restinga da Marambaia, no litoral do Rio de Janeiro. Na gravação, Lula observa o mar com ondas cruzadas, fenômeno formado pelo encontro de duas ondulações que vêm de direções diferentes e usa a imagem como metáfora política para falar da união entre direita e esquerda.
“Essa é uma demonstração extraordinária até para acabar com o preconceito entre esquerda e direita. Aqui, a onda que vem da direita se junta com a onda que vem da esquerda e constrói o mar”, diz o presidente no vídeo abaixo.
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Lula e a primeira-dama passaram cerca de uma semana na Restinga da Marambaia durante o recesso de fim de ano. A área abriga um centro de treinamento da Marinha do Brasil e, por ser uma região militar de acesso restrito, já foi utilizada por outros presidentes como local de descanso oficial.
O presidente retomou a agenda pública na última quarta-feira (7).
Entre os primeiros atos após o retorno das férias, Lula assinou a exoneração de Ricardo Lewandowski do Ministério da Justiça. A saída foi formalizada no Diário Oficial da União desta sexta-feira, após o ministro entregar pessoalmente a carta de demissão ao presidente.
Lewandowski deixa o cargo sem conseguir viabilizar no Congresso a PEC da Segurança Pública, considerada a principal proposta do governo Lula na área. O texto previa uma maior participação da União no combate ao crime organizado.
De acordo com informações apuradas pela TV Globo, um dos fatores que pesaram para a saída antecipada do ministro foi a retomada, dentro do governo, das articulações para dividir a pasta em dois ministérios: um da Justiça e outro da Segurança Pública — modelo semelhante ao adotado durante o governo Michel Temer.
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