Política

Davi Alcolumbre determina instalação da CPI do Crime Organizado; veja foco da comissão

Reprodução/Senado Federal
Comissão Parlamentar de Inquérito será instalada na próxima terça-feira, visando apurar a atuação de facções criminosas no Brasil.  |   BNews RN - Divulgação Reprodução/Senado Federal
Dani Oliveira

por Dani Oliveira

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Publicado em 30/10/2025, às 09h35



O presidente do Senado, Davi Alcolumbre, anunciou a instalação da CPI do Crime Organizado para o dia 4 de outubro, após uma operação policial que resultou em mais de 100 mortes ligadas ao Comando Vermelho, destacando a urgência de enfrentar a violência no país.

A CPI, que conta com 31 assinaturas e foi proposta pelo senador Alessandro Vieira, visa investigar a estrutura e funcionamento de facções e milícias, refletindo um cenário de abandono e corrupção que afeta a segurança pública.

Composta por 11 senadores titulares e 7 suplentes, a comissão terá 120 dias para apurar as atividades criminosas e propor melhorias na legislação para combater essas organizações, buscando soluções efetivas para a questão da violência.

Resumo gerado por IA

O presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União-AP), informou, na tarde de ontem (29), em Brasília, que determinou a instalação da Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) do Crime Organizado para a próxima terça-feira (4). O anúncio ocorre um dia após a megaoperação policial contra o Comando Vermelho, que ultrapassou 100 mortos. 

Em nota, Alcolumbre disse que a comissão irá apurar a estruturação, a expansão e o funcionamento do crime organizado, com foco na atuação de milícias e facções.

"É hora de enfrentar esses grupos criminosos com a união de todas as instituições do Estado brasileiro, assegurando a proteção da população diante da violência que ameaça o país", citou.

Segundo o presidente do Senado, a instalação da CPI foi determinada após entendimentos com o senador Alessandro Vieira (MDB-SE), um dos autores do requerimento para a criação da comissão. Protocolado em 5 de fevereiro de 2025, o documento recebeu 31 assinaturas.  

Para Alessandro, a realidade do país é resultado de décadas de abandono pelo poder público, corrupção e incompetência.

"Essa tragédia tem solução, como mostram exemplos dentro e fora do Brasil, mas a construção de caminhos vai exigir coragem, conhecimento técnico, espírito público e união de esforços entre municípios, estados, união e sociedade civil. Não é pauta eleitoreira, é urgência nacional", continuou ele. 

Composição e prazo de 120 dias

O colegiado será composto por 11 senadores titulares e sete suplentes que terão o prazo de 120 dias para apurar a atuação, a expansão e o funcionamento de facções e milícias no país.

Caberá aos senadores investigar o modus operandi (modo de operar) das organizações criminosas, as condições de instalação e desenvolvimento em cada região, “bem como as respectivas estruturas de tomada de decisão, de modo a permitir a identificação de soluções adequadas para o seu combate, especialmente por meio do aperfeiçoamento da legislação atualmente em vigor.”

Classificação Indicativa: Livre

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