Política

Da confusão entre militantes ao confronto no debate: os momentos que marcaram a disputa pelo Governo do RN

Reprodução: TV Ponta Negra
O debate evolui de propostas para ataques diretos, refletindo a polarização política entre os concorrentes ao governo do RN  |   BNews RN - Divulgação Reprodução: TV Ponta Negra
Jussier Lucas

por Jussier Lucas

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Publicado em 18/09/2026, às 20h38



A disputa pelo Governo do Rio Grande do Norte ganhou um dos seus principais momentos de confronto nesta sexta-feira (18), durante o debate realizado pela TV Ponta Negra. Antes mesmo do início da transmissão, uma confusão envolvendo militantes do PT e do PL mobilizou a Polícia Militar em frente à emissora, enquanto equipes médicas e agentes da STTU também foram acionados.

Dentro do estúdio, Álvaro Dias (PL), Allyson Bezerra (União Brasil), Cadu de Lula (PT) e Robério Paulino (PSOL) começaram o encontro discutindo temas como saneamento, obras, contas públicas, segurança e financiamento das propostas. Mas o perfil do debate mudou quando os candidatos passaram a fazer perguntas diretamente uns aos outros.

A partir daí, as propostas dividiram espaço com críticas às gestões anteriores, questionamentos sobre trajetórias políticas e ataques entre os concorrentes. A Operação Mederi foi um dos principais pontos de tensão, especialmente nos confrontos envolvendo Allyson.

A noite começou antes das câmeras

A primeira cena de tensão aconteceu do lado de fora da TV Ponta Negra. A concentração das militâncias que acompanhavam os candidatos terminou em uma confusão entre grupos ligados ao PT e ao PL. A Polícia Militar foi acionada para conter a situação, enquanto equipes médicas atenderam relatos de pessoas que passaram mal. Agentes da STTU também estiveram no local para organizar o trânsito.

O episódio ocorreu pouco antes do início do debate e marcou a chegada dos candidatos à emissora, que recebeu militantes dos quatro grupos políticos.

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As propostas entraram primeiro em pauta

No início do debate, os candidatos tiveram espaço para apresentar suas posições e responder a questionamentos sobre problemas da administração estadual.

Saneamento, obras, situação financeira do Rio Grande do Norte, segurança e recursos para financiar as propostas estiveram entre os temas colocados em discussão. A situação das contas públicas e a capacidade do Estado de cumprir compromissos também apareceram nas perguntas feitas aos candidatos.

Nesse primeiro momento, o foco esteve mais concentrado nos problemas que cada candidato pretende enfrentar caso chegue ao Governo do Estado.

Mederi vira centro do confronto

A dinâmica mudou quando os candidatos passaram a fazer perguntas diretamente uns aos outros. Com tema livre, a escolha dos assuntos ficou nas mãos dos próprios concorrentes — e a Operação Mederi rapidamente entrou no centro da disputa.

Cadu de Lula questionou Allyson sobre a investigação e fez a provocação envolvendo a “Fátima” citada em áudios do caso. Álvaro Dias também voltou ao assunto em seus questionamentos.

Robério Paulino elevou ainda mais o tom ao afirmar que Allyson “nem deveria estar aqui” como candidato.

Allyson reagiu às cobranças e pediu direito de resposta. Na resposta, afirmou que defende a abertura das informações relacionadas à operação, inclusive aquelas que envolvem seu próprio celular.

O assunto acabou reaparecendo em diferentes momentos dos confrontos entre os candidatos.

Educação também virou arma de cobrança

A discussão não ficou concentrada na Mederi. A educação entrou no confronto quando Allyson questionou Álvaro sobre o desempenho do estado no Ideb.

A pergunta abriu espaço para uma discussão sobre resultados da administração pública, mas a resposta também acabou retornando para a disputa política entre os candidatos.

O movimento se repetiu em outros momentos: temas originalmente ligados a políticas públicas serviram como ponto de partida para que os candidatos questionassem as administrações e trajetórias dos adversários.

O debate mudou quando a escolha dos adversários ficou livre

A principal mudança no encontro aconteceu justamente quando os candidatos deixaram de responder apenas aos temas apresentados por jornalistas e passaram a decidir diretamente o que queriam cobrar uns dos outros.

Foi nessa etapa que as gestões de Natal, Mossoró e do Governo do Estado passaram a aparecer nas falas, assim como episódios ligados à trajetória política dos concorrentes.

Com isso, assuntos como contas públicas, educação e segurança deixaram de ser apenas discussões sobre propostas para também se transformarem em argumentos na disputa entre os quatro candidatos.

O resultado foi um debate marcado por dois ambientes distintos: começou com os candidatos apresentando propostas e respondendo sobre problemas do Estado, mas ganhou outro ritmo quando o confronto direto passou a determinar os assuntos em discussão.

Classificação Indicativa: Livre

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