Política
O Tribunal Superior Eleitoral (TSE) manteve a cassação dos registros de candidatura da prefeita de Votorantim (SP), Fabíola Alves da Silva (PSDB), do vice-prefeito Cesar Silva (PSDB) e do vereador Pastor Lilo (MDB), após identificar uso de uma igreja para promoção política durante o período eleitoral.
A decisão confirma entendimento do Tribunal Regional Eleitoral de São Paulo (TRE-SP), que apontou abuso de poder político e econômico envolvendo os candidatos e a Igreja do Evangelho Quadrangular de Votorantim.
Segundo o processo, um culto religioso foi utilizado como espaço para manifestação de apoio político e promoção eleitoral dos investigados. A Justiça considerou que o ambiente religioso acabou sendo usado para favorecer diretamente as candidaturas.
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Entre as provas analisadas pela Justiça Eleitoral está um vídeo gravado durante uma celebração religiosa. Nas imagens, o pastor responsável pelo culto apresenta Pastor Lilo como pré-candidato à reeleição e declara apoio da igreja ao político.
Durante a fala, o líder religioso afirmou que a instituição estava “fechada” com o então candidato, declaração que foi considerada pelo TSE como elemento de promoção eleitoral dentro do ambiente religioso.
Apesar de a legislação eleitoral não prever especificamente o chamado “abuso de poder religioso”, os ministros entenderam que a conduta se enquadra como abuso de poder político, devido à influência exercida sobre os fiéis durante o culto.
Além disso, a Corte também reconheceu abuso de poder econômico. Segundo o processo, houve favorecimento à instituição religiosa após aumento no valor do aluguel de um imóvel pertencente à igreja e alugado pela prefeitura de Votorantim.
Para os ministros, o caso demonstrou uso indevido da estrutura religiosa e da máquina pública em benefício político dos candidatos envolvidos.
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