Política

Crise nos bastidores do STF: articulação tenta tirar Toffoli de turma que julga caso explosivo do Banco Master

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Anteriormente, Toffoli atuava como relator das investigações envolvendo o Banco Master, mas decidiu se afastar após questionamentos levantados pela PF  |   BNews RN - Divulgação Sérgio Lima/Poder 360
José Nilton Jr.

por José Nilton Jr.

Publicado em 25/03/2026, às 14h48 - Atualizado às 15h15



Uma movimentação interna no Supremo Tribunal Federal (STF) busca remover o ministro Dias Toffoli da 2ª Turma da Corte, que atualmente é responsável por processos envolvendo o Banco Master. O objetivo seria resguardar o magistrado, que já se declarou suspeito para julgar a prisão de Daniel Vorcaro.

Nos bastidores, de acordo com apuração da CNN, a permanência de Toffoli na turma é vista como um fator de risco para novos impedimentos em julgamentos relacionados ao caso. A avaliação interna é de que a situação pode gerar desgastes institucionais e comprometer a condução dos processos.

Diante desse cenário, interlocutores da Corte passaram a discutir alternativas para evitar novos episódios de suspeição envolvendo o ministro.

Mudança de cadeiras em discussão

Entre as possibilidades analisadas, está a transferência do ministro Flávio Dino da 1ª para a 2ª Turma. A mudança permitiria reorganizar a composição do colegiado e reduzir a necessidade de afastamentos de Toffoli em decisões futuras.

A proposta ainda é tratada de forma reservada e depende de articulação interna entre os próprios ministros. Esse tipo de alteração na composição das turmas não é comum, mas pode ocorrer em situações excepcionais.

A medida também é vista como uma forma de preservar a imagem do tribunal diante da repercussão do caso, considerado sensível dentro da Corte.

Histórico do caso e suspeição

Anteriormente, Toffoli atuava como relator das investigações envolvendo o Banco Master, mas decidiu se afastar após questionamentos levantados pela Polícia Federal sobre sua relação com Vorcaro. O relatório foi encaminhado ao presidente do STF, Edson Fachin.

Com a saída de Toffoli, o caso passou a ser conduzido pelo ministro André Mendonça, que assumiu a relatoria após sorteio. Desde então, as decisões mais relevantes têm sido concentradas em seu gabinete.

Como regra, processos dessa natureza são analisados pela turma do relator. No entanto, a permanência de Toffoli no mesmo colegiado levanta questionamentos sobre eventual conflito, já que ele próprio reconheceu impedimento para atuar no caso.

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