Política
Publicado em 20/01/2026, às 06h56 Malu Machado
A Câmara Municipal de Natal agendou para a próxima terça-feira (27) uma sessão extraordinária para decidir sobre o pedido de cassação da vereadora Brisa Bracchi, que enfrenta acusações de uso irregular de emendas parlamentares em eventos políticos.
A Comissão Processante recomendou o arquivamento da denúncia com um placar de 2 a 1, mas a decisão final cabe ao plenário, que poderá optar por encerrar o caso ou dar continuidade à investigação.
Brisa Bracchi considera a ação uma perseguição política, enquanto o denunciante Matheus Faustino defende a necessidade de votação pelo plenário, ressaltando que nem ele nem Bracchi poderão votar, sendo seus suplentes convocados para a sessão.
A Mesa Diretora da Câmara Municipal de Natal bateu o martelo e definiu a data que votará o pedido de cassação contra a vereadora Brisa Bracchi (PT)
Na próxima terça-feira (27), às 9h, será realizada a sessão extraordinária para
o plenário vai decidir se acata ou rejeita o parecer da Comissão Processante, que recomendou o arquivamento da denúncia.
O plenário terá a missão decisiva de votar o relatório da Comissão Especial. Na prática, se a maioria dos vereadores votar a favor do parecer, o processo será arquivado definitivamente. Caso o plenário rejeite o relatório, a investigação contra a parlamentar terá continuidade.
A recomendação atual para encerrar o caso venceu na comissão prévia por um placar de 2 a 1. Na ocasião, a vereadora Samanda Alves (PT) e o vereador Tácio de Eudiane (União) votaram pelo arquivamento, superando o voto de Daniell Rendall (Republicanos), que defendeu o prosseguimento da apuração.
A denúncia original, protocolada pelo vereador Matheus Faustino (União Brasil), acusa Brisa de uso irregular de emendas parlamentares em eventos políticos, citando especificamente o "Rolé Vermelho", além de apontar uma suposta cobrança de ingressos em atividades financiadas com verba pública.
Apesar do recesso parlamentar, o clima promete movimentar a Câmara Municipal. Brisa Bracchi classifica a ação como perseguição política e tentativa de silenciamento.
Tenho plena confiança e esperança que a gente possa iniciar esse ano dando um fim a esse processo de cassação", declarou a vereadora em vídeo, convocando a população para acompanhar a votação.
Do outro lado, Matheus Faustino pressionou pela realização da sessão extraordinária, argumentando que o Regimento Interno exige que a decisão final seja do plenário, e não apenas da comissão.
Por serem partes interessadas, nem Brisa Bracchi (denunciada) nem Matheus Faustino (denunciante) poderão votar nesta sessão. Seus suplentes serão convocados.
Em novembro, a CMN aprovou, com 19 votos favoráveis, a abertura de um novo processo de cassação do mandato da vereadora.
A abertura da nova investigação ocorreu menos de 24 horas após o arquivamento do processo anterior, de mesmo teor e de autoria do mesmo vereador. Na terça-feira (25 de novembro), a Câmara encerrou o primeiro caso porque não foi concluído dentro do prazo regimental de 90 dias previsto na legislação.
No entanto, o arquivamento do caso não impediu a rápida reapresentação da denúncia, que foi imediatamente colocada em votação na sessão seguinte.
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