Política
por Lavínia Manso
Publicado em 15/10/2026, às 11h26
A Câmara Municipal de Natal aprovou nesta quarta-feira (14), durante sessão legislativa, propostas para prevenir o adoecimento de professores e ampliar o acesso dos alunos ao cinema nas escolas municipais. Os textos preveem uma campanha de valorização da saúde dos docentes e uma política de exibição de produções audiovisuais para estimular o pensamento crítico dos estudantes.
A sessão teve dez projetos apreciados, dos quais três passaram por primeira discussão, segundo o Legislativo. Entre as medidas aprovadas está a criação da campanha Outubro Violeta, prevista no Projeto de Lei nº 315/2025, do vereador Daniell Rendall, do Republicanos.
A iniciativa busca incluir a campanha no calendário municipal e promover ações de prevenção a problemas físicos e emocionais dos profissionais da educação. O texto também prevê a valorização da carreira docente e o incentivo à cultura de paz nas escolas.
Ao defender o projeto, Rendall associou situações de violência envolvendo familiares de alunos e a comunidade escolar a casos de ansiedade entre professores. Para o vereador, a campanha deve sensibilizar a população sobre o respeito aos profissionais.
Durante a sessão, ele também mencionou que 20% dos servidores da educação teriam depressão. A publicação da Câmara, porém, não informa qual levantamento fundamenta esse percentual.
Segundo o autor, a proposta é dedicar outubro a atividades que reconheçam o trabalho dos docentes e ajudem a enfrentar as violências sofridas por quem atua na rede pública.
Também foi aprovado, em segunda discussão, o Projeto de Lei nº 934/2025, da vereadora Brisa Bracchi, do Partido dos Trabalhadores (PT). A proposta cria a Política Municipal de Fomento, Difusão e Exibição do Cinema e Audiovisual na Rede Pública Municipal de Ensino de Natal.
O texto prevê que os estudantes tenham acesso a obras locais e nacionais, com atenção às produções de pessoas negras e indígenas. A intenção é aproximar os alunos das histórias de suas comunidades e estimular a reflexão sobre os conteúdos exibidos.
Brisa explicou que a iniciativa parte de uma legislação federal sobre audiovisual nas escolas públicas. Segundo ela, a política também pretende formar público para o cinema brasileiro e permitir que crianças e jovens se reconheçam nas histórias apresentadas nas telas.
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