O governador de Goiás, Ronaldo Caiado, do União Brasil, reafirmou nesta quarta-feira (21), que manterá sua pré-candidatura à Presidência da República em 2026, mesmo após o avanço do senador Flávio Bolsonaro, do Partido Liberal (PL), na disputa. A sinalização indica que o campo da direita deve chegar ao primeiro turno com mais de um nome.
Caiado foi o primeiro representante da direita a lançar oficialmente sua pré-candidatura, em abril de 2025. Questionado sobre a permanência no páreo após o anúncio de Flávio Bolsonaro, o governador respondeu de forma direta e sem hesitação.
A pré-candidatura do senador Flávio Bolsonaro, filho do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), foi lançada em 5 de dezembro. Levantamentos eleitorais recentes apontam o parlamentar como um dos principais nomes da direita para a sucessão presidencial.
Conversas e cenário indefinido
Após participar de um evento do Consórcio Brasil, Caiado afirmou que se reuniu na última segunda-feira, 19, com o presidente nacional do União Brasil, Antônio Rueda, e com o próprio Flávio Bolsonaro.
Segundo o governador, a conversa reforçou a avaliação de que o cenário eleitoral segue aberto e que é natural a existência de múltiplas pré-candidaturas neste estágio do processo político.
“Conversamos com a certeza de que várias candidaturas estão postas. Tem a candidatura dele, tem a candidatura do Zema, tem a candidatura do Ratinho, tem a minha candidatura e tem outras que poderão surgir”, afirmou Caiado ao relatar o diálogo.
Estratégia da direita para 2026
Nos bastidores, lideranças partidárias avaliam que a manutenção de diferentes nomes no primeiro turno permite testar desempenho eleitoral, capilaridade regional e discurso político antes de uma eventual convergência.
Além de Caiado e Flávio Bolsonaro, são citados como possíveis alternativas os governadores Romeu Zema, do Partido Novo, de Minas Gerais; e Ratinho Júnior, do Partido Social Democrático (PSD), do Paraná.
Caiado afirmou que a pluralidade de pré-candidaturas não representa, necessariamente, uma fragmentação da direita e reforçou que o quadro eleitoral ainda está em construção, com espaço para ajustes e definições ao longo de 2025 e 2026.