Política
Publicado em 25/02/2026, às 07h17 Malu Machado
A Operação Sem Desconto ganha novos contornos com a delação de dois ex-servidores do INSS, que implicam políticos e figuras influentes em um esquema de fraudes conhecido como 'Farra do INSS'. Entre os citados, está Fábio Luís Lula da Silva, filho do presidente Lula, e a ex-ministra Flávia Péres, do governo Bolsonaro.
As investigações revelam movimentações financeiras significativas, com o ex-procurador Virgílio Oliveira Filho supostamente recebendo R$ 11,9 milhões e o ex-diretor André Fidelis, R$ 3,4 milhões em propinas, enquanto o esquema resultou em descontos ilegais de R$ 1,6 bilhão na folha de pagamento de aposentados.
Além das delações já em andamento, o empresário Antônio Carlos Camilo Antunes, conhecido como 'Careca do INSS', também está se preparando para colaborar com as investigações, que expõem um sistema de descontos automáticos nos benefícios sem o consentimento dos beneficiários.
Uma reviravolta na Operação Sem Desconto promete abalar as estruturas de Brasília. Dois ex-servidores do alto escalão do INSS, presos desde novembro, estão em processo avançado de delação premiada.
Segundo informações apuradas pela coluna de Andreza Matais, no Metrópoles, o ex-procurador Virgílio Oliveira Filho e o ex-diretor de Benefícios André Fidelis detalharam o envolvimento de políticos e nomes ligados ao poder no esquema conhecido como "Farra do INSS".
Entre os nomes entregues pelos delatores está o de Fábio Luís Lula da Silva, o "Lulinha", filho mais velho do presidente Lula.
Além dele, o esquema também teria braços no governo anterior: a ex-ministra da Secretaria de Relações Institucionais de Jair Bolsonaro, Flávia Péres (ex-Flávia Arruda), foi citada pela primeira vez associada ao esquema de descontos ilegais em aposentadorias.
A Polícia Federal acusa os ex-dirigentes de movimentações milionárias:
O empresário Antônio Carlos Camilo Antunes, conhecido como "Careca do INSS", também estaria preparando sua própria delação após familiares se tornarem alvos da PF.
O esquema funcionava através de Acordos de Cooperação Técnica (ACT) que permitiam descontos automáticos nos benefícios, muitas vezes sem a autorização clara dos idosos.
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