Política
O vice-governador do Rio Grande do Norte, Walter Alves (MDB), já tomou sua decisão em relação a assumir ou não o governo do estado a partir de março, após o afastamento da governadora Fátima Bezerra que deve concorrer ao Senado nas eleições de 2026.
O anúncio formal será feito nos próximos 15 dias. A decisão leva em conta o cenário econômico do Governo com rombo nas contas para 2026 que pode ultrapassar R$ 4 bilhões. Há saída?
Fontes ligadas ao vice apostam que ele não assume! A situação de descontrole do Governo Fátima leva ao abismo político de quem herdar o déficit, com uma folha impagável e que ainda tem previsão de novos reajustes dos servidores no primeiro trimestre do próximo ano.
O vice já teria conversado com a governadora o que está deixando o PT em pânico, já que a decisão pode implodir os planos de uma eleição fácil para Fátima Bezerra ao Senado.
Para onde iria o MDB
Se não assumir o Governo, Walter Alves pode disputar uma vaga na Assembleia Legislativa mirando, inclusive, a presidência da casa, hoje ocupada pelo deputado Ezequiel Ferreira de Souza (PSDB). O atual presidente é aliado de Walter e com filiação certa ao MDB. Os dois devem caminhar juntos em 2026.
Mas renunciando ao governo resta a dúvida: Walter permaneceria aliado ao projeto majoritário do PT? Nos bastidores a resposta que circula é: Não! Tanto que já existem conversas em andamento entre interlocutores do prefeito de Mossoró Alysson Bezerra (pré-candidato pelo União Brasil) e articuladores do MDB.
O próprio Walter Alves declarou esta semana, durante evento de entrega de medalhas do mérito, realizado na Assembleia Legislativa do RN, que o seu partido não é de direita e nem de esquerda e sim do centro. A fala foi interpretada como distanciamento objetivo do projeto político do PT e do PL. Restando a terceira via, caso se confirme.
“Próximo ano é um ano movimentado, eleição geral, a democracia está aí, graças a Deus. Como diz Churchill, a democracia é o pior dos regimes, com exceção dos outros. Então, a população vai julgar, vai votar, vai decidir. Se eu pudesse escolher, hoje, Ezequiel, eu ficava sabe aonde? No centro. Nem esquerda, nem direita. A gente é centro”, cravou, levando Ezequiel junto na afirmativa ideológica.
Ao negar alinhamento automático com a esquerda, Walter, na prática, enfraquece o discurso de unidade do grupo que hoje ocupa o poder no Estado. Além disso, se descola do projeto político petista majoritário para 2026, que projeta o secretário da Fazenda Cadu Xavier (PT) para governo e da própria Fátima Bezerra (PT) para senado.
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